sábado, 4 de julho de 2026

 

COPINHOS DE CACHAÇA

louças de barro, olarias de São José-SC

copinhos do trago, aperitivo.






 


 

Modelados a mão, unidade por unidade, depois queimada (cozida, tipo biscoito), à 900ºC. em fornos de lenha, elétricos ou à gás.

Modelados artesanalmente por oleiros na Roda de Oleiro de tração pessoal, ou em Tornos elétricos.

 

IMPORTANTE:

 

Molhe-o com água limpa, umedeça-o e depois sirva a cachaça, ou seja, primeiramente o copinho bebe água e não cachaça.

Táz compreendendo mané......rsrsrsrs

O sabor é diferenciado, dizem os apreciadores do aperitivo.

 

 

Contos que conto

Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º

              -dito popular-                                         

Texto: Gilberto J. Machado

                   Historiador

 

 

 

Modelados a mão, unidade por unidade, depois queimada (cozida, tipo biscoito), à 900ºC. em fornos de lenha, elétricos ou à gás.

Modelados artesanalmente por oleiros na Roda de Oleiro de tração pessoal, ou em Tornos elétricos.

 

IMPORTANTE:

 

Molhe-o com água limpa, umedeça-o e depois sirva a cachaça, ou seja, primeiramente o copinho bebe água e não cachaça.

Táz compreendendo mané......rsrsrsrs

O sabor é diferenciado, dizem os apreciadores do aperitivo.

 

 

Contos que conto

Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º

              -dito popular-                                         

Texto: Gilberto J. Machado

                   Historiador

 

 

 

Modelados a mão, unidade por unidade, depois queimada (cozida, tipo biscoito), à 900ºC. em fornos de lenha, elétricos ou à gás.

Modelados artesanalmente por oleiros na Roda de Oleiro de tração pessoal, ou em Tornos elétricos.

 

IMPORTANTE:

 

Molhe-o com água limpa, umedeça-o e depois sirva a cachaça, ou seja, primeiramente o copinho bebe água e não cachaça.

Táz compreendendo mané......rsrsrsrs

O sabor é diferenciado, dizem os apreciadores do aperitivo.

 

 

Contos que conto

Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º

              -dito popular-                                         

Texto: Gilberto J. Machado

                   Historiador

 

 

sexta-feira, 26 de junho de 2026

 

ALAMBIQUE & CAPACETE

DESTILADOR

CAPACETE & ALAMBIQUE

louças de barro utilitária, olarias de São José-SC/BR


 

Mestre José Francelino de Souza, sua roda de oleiro e sua obra

 

·         Feito por oleiros nas olarias de São José-SC, o chamado capacete é um recipiente de barro, tipo um copo emborcado, braço em formato de cano alongado. Na verdade, um destilador, alambique.

·         Utilizado nos engenhos de cana-de-açúcar para lambicar a cachaça, destilada da fervura da garapa ou melado da própria cana.

·         A famosa água ardente, aguardente da cana-de- açúcar.

·          

·         Relatos históricos, apontam que a cana-de-açúcar, chega ao Brasil em 1532 na Expedição de Martin Afonso de Souza.

·         No mesmo ano, há relatos do surgimento do vinho de cana-de-açúcar na Capitania de São Vicente.

·         Por analogia, no alambique (destilador), capacete é a peça côncava, que encaixa no batoque (caldeira), onde se acumula o vapor.

·         Observado na posição inversa, o capacete de barro, produzidos pelos oleiros de São José-SC, assemelha-se ao formato de um cachimbo alongado.

·         O braço do capacete é complementado por encaixe de um cano de cobre ou alumínio, que forma a serpentina(condensador) sobre água fria corrente, tendo como resultado, o lambicador. A vedação dos encaixes sobre o batoque e o braço na serpentina, se dá, com pirão molinho da farinha de mandioca.

·         A apuração final é o líquido do líquido colocado na caldeira, sob nova fórmula. (cachaça)

·         Utiliza-se a garapa ou o melado da cana-de-açúcar no batoque aquecido pelo fogo de lenha. O controle do fogo, requer do CACHACEIRO, muita praticidade experimento para manter a temperatura ideal na obtenção de uma cachaça de boa qualidade.

·         Na linguagem dos CACHACEIROS, o processo de lambicagem é classificado pela cabeça, corpo e calda da cachaça, ou seja:  as primeiras lambicagens é a cabeça, contém impurezas, extremamente de sabor forte, não aconselhável ao consumo.

·         A seguir, vem a lambicagem do corpo, aguardente de boa qualidade e de sabor de consumo.

·         A calda é a lambicagem final, que contém muita água, água fraca, assim chamada, sem sabor para consumo.

·         O modelo de capacete exibido, trata-se da última relíquia dessa natureza, produzida artesanalmente em 2007 pelo saudoso oleiro José Francelino de Souza (Mestre Zéquinha), na roda de oleiro de tração pessoal.

·         Por se tratar de uma peça especial, precisão e de grande porte, poucos oleiros sabiam fazer, não aceitavam a encomenda.

·         O capacete em referência, foi feito para substituir um outro de barro, em uso há 76 anos, num alambique de Paulo Lopes, município da Região da Grande Florianópolis-SC.

·         Os muitos alambiques em uso e fabricados desde meados do século XX, são de cobre, produzidos de forma industrial.

 

GLOSSÁRIO

Batoque – nome que se dá a peça interna do gargalo de encaixe do destilador.

 

maneoleiro.blogspot.com

Oleiro Gilberto João Machado

Cad. 3 – ASAJOL – Patrono: Dom Jaime de Barros Câmara

Academia São José de Letras

 

 

 

ARAME FARPADO

revolução federalista 1893/1894, Brasil século xix

 

A nomeação do Interventor Coronel Antônio Moreira Cesar para Desterro, trouxe também muito pânico em São José.

Moreira Cesar, apelidado de “corta cabeças”, ganhou fama por sua extrema violência na repressão da Revolução Federalista no sul do Brasil. Sua atuação era marcada por execuções sumárias de prisioneiros, muitas delas por degola.

“Contos que atravessam décadas de quem viveu a época, são contados em forma de risos e/ou piada dos muitos que fugiram para as matas.

Uma dessas figuras em fuga, entrou em desespero. Na correria para o mato, sua camisa prendeu-se numa cerca de arame farpado. Aos gritos e prantos, jurava inocência e suplicava por clemência.

De repente, olha para trás, percebe que ninguém o prendia.

Salvou-se do medo.

Aliviado e ressabiado, volta para casa”.

 

Contos que conto

Quem conta um conto, aumenta um ponto . º

-dito popular-

Texto: Gilberto J. Machado

Historiador

 

terça-feira, 23 de junho de 2026

 PENICO

louças de barro utilitária, olarias de São José-SC 

 

 

Pinico, assim também chamado popularmente, é umutilitário de barro produzido nas olarias de São José desde o século XVIII. Trata-se de um tipo de bacia ou vaso com alça, usado para coleta de urina e fezes de forma portátil. 

Nas olarias, brincáva-se com encomendas de modelos maiores, a fazer sob medida. rsrsrsrs

Para crianças, apelidado de troninho, transiçao para o vaso  sanitário.

Auxílio para idosos e acamados sem mobilidade. Na antiguidade era costume deixar embaixo da cama.

A partir da década dos anos 50, século XX, a inustrialização trouxe o penico de ferro esmaltado, plástico e por útimo de ferro inóx. Para uso hospitalar, criou o papagaio inóx, coleta de urina para homens e a comadre para mulheres.


maneoleiro.blogspot.com

Oleiro: Gilberto J. Machado

Cad. 3 -ASAJOL - Patrono: Dom Jaime de Barros Câmara

 




segunda-feira, 22 de junho de 2026

 

MACHUCA

louças de barro, olarias de são josé-SC

 


·     

 

O machuca é uma variedade menor do formato do alguidar, ou seja, tipo de bacia, utilizado para machucar, socar o feijão depois de cozido. Sugere-se que o nome machuca, tenha sido batizado por cozinheiras donas de casa, função de relevância, valorizada de época, lugar das olarias.




 

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Oleiro Gilberto J. Machado

Cad. 3 – ASAJOL – Pat. Dom Jaime de Barros Câmara

 

 

domingo, 21 de junho de 2026

 

PASQUIM

 

O BOI QUE VEIO DO MAR

 

 

SÃO JOSÉ – SC/BR

O Caminho da Ponta de Baixo dos oleiros e das olarias

brincadeiras da farra do boi

 

Aconteceu numa manhã de quarta-feira, agosto de 1957 nas Praiazinhas do seu Zequinha, seu Vino e do seu Dodô.

 

E foram todos para a praia

pois até então, só se viam

 os galhos que se moviam

 

E do que aconteceu

da chegada do boi na praia

alguém fez um folheto e escreveu

versos que a todos envolveu

 

O mar estava sereno

só os galhos que se moviam

era um boi que fugira

e na praia aparecia

 

O Zequinha vinha da pesca

que quase não deu em nada

pegou o boi pelas aspas

lá na pedra rachada

 

A filha do Zequinha

saiu correndo pela praia

com medo do boi

espetou-se numa arraia

 

O boi tava na água

a farra foi a vau

o turrum tava pousado

e o gato fazia miau.

 

A dona Bia do Doca

que estava ali na praia

fugiu em disparada

que rasgou a sua saia

 

O boi subiu na laje

do pasto ele escapou

foram todos para a praia

ninguém mais trabalhou

 

A farra tava animada

que virou grande folia

ninguém mais trabalhou

pararam até as olarias

 

O dono do boi apareceu

todos correram que nem louco

que tristeza que deu

tudo que é bom dura pouco...

 

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NOTAS: Alguns versos desse pasquim, escrito a mão, foi pregado nas portas das vendas na mesma noite, logo após o acontecimento. Passado algum tempo, quando o assunto esfriou, surgiram suspeitas autor desta sátira, ser o carroceiro João Bertolino de Aguiar, dono de mulas e carroças, que fazia fretes e venda de louças das olarias.

 

O boi da farra, fugiu de Campinas, pasto alugado pelo Zé Bernardo, tropeiro puxador de tropas de gado da serra e tinha matadouro na estrada geral de Picadas do Sul, atual rua Luis Fagundes.

O boi era um curísco de brabo, talvez o que o fez nadar mais de 3(três) Km, até chegar nas praias da Ponta de Baixo.

Assim que a notícia chegou ao dono, cavaleiros a laço levaram o boi

fugitivo.

 

GLOSSÁRIO

Pasquim – texto satírico colado em lugar público

Filha do Zequinha – Zenaide Odete Machado

Arraia – peixe de esporão aguçado, pescado por seu pai. Ainda hoje possui a marca do esporão na perna.

Turrum – nome de um passarinho comum da região, apelido do broqueiro Antônio Tasca (Nneném)

Gato – apelido do oleiro Osni Albino Ramos

Doca – apelido do oleiro João Cesário de Maria.

Broqueiro – cortador de pedras, trabalhos de pedreira.

 

Contos que conto

Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º

              -dito popular-                                         

Texto: Gilberto J. Machado

                   Historiador