PANELA DE BARRO
modelo marmita
louças de barro utilitáriaOlarias de São José - SC, sul do Brasil
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Oleiro Gilberto J. Machad
Cad. 3 - ASAJOL - Pat. Dom Jaime de Barros Câmara
BOIÃO
DE QUARTILHO
louça
de barro utilitária, olarias de São José-SC
Boião de quartilho é um vasilhame para leite, especialmente
para coalhar (qualhar). Desse processo artesanal, se faz queijinho/queijadinha.
Se produziu em cento, ou seja, grupo de cem unidades, grande quantidade para
serranos, criadores de vacas leiteiras, de sítio e vacas de pastagem
domiciliar.
O uso para o coador de café foi e é uma adaptação de
serventia na cozinha, usado como guarda para reaproveitar o café, ou seja,
passar duas ou até três vezes. Tempos de vacas magras, dito popular.
Quartilho é uma antiga medida correspondente a ½ litro.
Criou-se do boião de quartilho, modelos maiores para outros
líquidos.
REGISTRO
“Em
1963, a atual Escola de Oleiros foi o meu aprendizado. Uma das peças iniciais
foi o boião de quartilho. O Senhor Joaquim Antônio de Medeiros, proprietário da
olaria, furava com o dedo, todos os biões que fugiam do seu padrão.
Bom, eu ficava p. da cara, porém tinha que aprender e deu
no que deu, aprendi...”
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Oleiro Gilberto J. Machado
Cad. 3 – ASAJOL – Pat. Dom Jaime de Barros Câmar
LEITEIRA
louça
de barro utilitária, olarias de São José-SC
O que define uma pichorra?
Pequeno jarro com bico, pichel.
Pichorra, inicialmente constava nas listas de produção das antigas
olarias.
Consta-se que, o nome leiteira, vem de fora para o meio dos
oleiros, através da utilidade de donos de vacas para vender o leite.
Produzida em dois tamanhos, grande e pequena, adaptada na cozinha
para coar o café e servir também o leite.
Para os antigos colonos do interior, áreas rurais de São José, Palhoça,
Biguaçú e povoados da Ilha de Santa Catarina, assim chamada “pichorra”.
Tempos de exposição nas prateleiras das “vendas”, a pichorra teve
seu tempo de serventia
como utilitária de copa e cozinha.
CANJIRÃO,
CANJERÃO
louça
de barro utilitária, tempos das olarias de São José-SC
Modelo trazido pelos
portugueses açorianos desde as primeiras olarias de São José.
Em final da década dos anos 50 do século XX, por encomenda,
ainda se produzia na olaria de Ricardo Crispim dos Santos na Ponta de Baixo.
Mané oleiro
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Oleiro Gilberto J. Machado
MATA-FOME
Prato
de se comer, louça de barro utilitária

O mais tradicional e popular prato de barro e de se comer,
criado e produzido por oleiros nas olarias de São José.
Prato fundo, popular para se fazer pirão ou servir caldo de
feijão. Prato versátil, usado também para sopas, mocotó, dobradinha e outros
comestíveis.
Modelo do alguidar, também chamado alguidarzinho, borda
virada e mais raso possível com boca variável de 18 a 22 cm, maior ou menor, a
critério da encomenda.
Do século XIX a início dos anos sessenta do século XX,
produzido em cento, ou seja, grupo de 100 (cem), dado ao elevado consumo das
louças de barro no litoral da Província, Estado de Santa Catarina.
Oleiro Gilberto João Machado
Acadêmico ASAJOL