quarta-feira, 25 de setembro de 2013

PÁTIO DE OLARIA

PÁTIO DE OLARIA
-1967-
Louças de barro



Alguidares, canos para chaminé, pote paraágua e joelho para chaminé de forgão
Alguidadres, canos e .....


Olaria de João Bertolino de Aguiar, arrenda pelo Oleiro Onildo Ricardo dos Santos(Duca). 1967 ´Ponta de Baixo – São José,SC.

Tempos em que as louças recem feitas, eram colocadas ao sol até que secassem o suficiente para serem retiradas das tábuas, serem limpas e recolhidas aos tendais dentro da olaria. Ali permaneciam até secarem totalmente e depois serem enfornadas para queimação.

Contos que conto
Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º
              -dito popular-                                         
Texto: Gilberto J. Machado
                   Historiador



quinta-feira, 19 de setembro de 2013

COMO SE FAZ COPINHOS DE CACHAÇA



CULTURA DE BASE LUSO-AÇORIANA
OLEIROS E OLARIAS DE LOUÇAS DE BARRO
SÃO JOSÉ-SC/BRASIL

Como se faz COPINHOS DE CACHAÇA



Modelando copinhos
Modelando copinhos-I
Copinho modelado



Limpando copinhos
Enfornando para queima
Enfornando  num forno tipo tatu



Queimando o forno
Desenfornando, tirando do forno
Copinhos queimados




 A partir de 1750, com a chegada de novas levas de casais de açorianos, que aportaram na baía sul continental, tem início a tradição das louças de barro na roda de oleiro em nossa região.

BOM APERITIVO

Importante: Os copinhos queimados, devem ser umedecidos em água limpa, para depois servir a cachaça.

Contos que conto
Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º
              -dito popular-                                          
Texto: Gilberto J. Machado
                   Historiador



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A TRIBUTAÇÃO DAS LOUÇAS DE BARRO


     


Do livro

O Caminho da Ponta de Baixo dos Oleiros e das Olarias

 São José-SC

 

A TRIBUTAÇÃO DAS LOUÇAS DE BARRO

 

Contavam oleiros e donos de olarias, entre eles, Ricardo Crispim dos Santos (*1902-+1987) meu avô, Germano Truppel (*1930-+1992) e Plascindino Zeferino de Melo (*1927-+1999).

Memorar os tempos dos guarda-livros, sobre o faturamento e produção das louças de barro.

Dentre os guarda-livros, citavam os Senhores Heládio Mário Ferreira de Souza, Antônio Francisco Machado (Machadinho) e Mário Coelho Pires, que também faziam o censo de produtividade anual para o IBGE.

Até inícios da década dos anos 60 do século passado, as olarias eram fiscalizadas, bem como, carroceiros e caminhões, que faziam o transporte e o comércio das louças de barro.

Já as louças transportadas pelo mar, através de canoas, botes e lanchas baleeiras, eram pouco fiscalizadas.

Algumas olarias tinham blocos de notas, enquanto a grande maioria trabalhava na clandestinidade, face os autos custos de produção, baixa lucratividade das peças manufaturadas, em concorrência com louças industrializadas (ferro esmaltado, alumínio, plásticos, etc..), que chegavam ao mercado.

Valdelir Gonçalves (*1942), relembra do Guarda-livro, Senhor Mário Pires, que fazia a contabilidade da olaria de seu pai José Ignácio Gonçalves (Majuca).

As louças que os carroceiros transportavam para o Mercados Públicos de Joinville, São Francisco do Sul e Itajaí, eram relacionadas em notas com preços unitários e totais.

Relata que em 1952, a olaria de seu pai encerrou as atividades.

O assédio fiscal permanecia constante, queda nas vendas, baixos rendimentos, inevitavelmente levou os oleiros ao desanimo e o abandono do ofício.

No verão de 1967, alguns oleiros, tomaram a iniciativa de expor a situação fiscal ao ilustre morador da Ponta de Baixo, o então Governador Ivo Silveira.

O exposto, sensibiliza o Governador, culminando com o enquadramento dos produtos típicos de artesanato regional na Lei nº. 4.283 de 13/02/69.

O Ilustre Palhocense Ivo Silveira, desde os anos 50, conhecia e convivia com os oleiros da Ponta de Baixo.

Nas estações de verão, alugava e mudava-se com a mãe, Dona Lídia e Família para uma casa de veraneio no pátio da olaria.

 Essa olaria, outrora de José Hermenegildo da Rosa, depois a olaria de Germano Truppel.

 A partir dos anos 60, sua casa de veraneio passou a ser numa casa de propriedade de Ema Westphal Silveira de Souza.

Mais adiante, adquiriu a propriedade e construiu sua casa residencial.

Em março de 1970, nessa casa residencial na Ponta de Baixo, o Governados Ivo Silveira, recepcionou com um almoço, o então Presidente da República Emílio Garrastazu Medici.

 

        

LEI Nª. 4.283 DE 13 DE FEVEREIRO DE 1969.

 

Dispõe sobre o imposto sobre operações relativas a circulação de mercadoria.

 

Faço saber a todos os habitantes deste Estado que a Assembléia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte lei;

 

Art. 6º. – O impôsto sobre operações relativas à circulação de mercadorias não incide:

§ 2º. iten II – a saída promovida pelo artesão de produtos típicos de artesanato regional, quando confeccionados sem a utilização de trabalho assalaiado e desde que destinados a adquirente no Estado;

 

A Secretaria da Fazenda assim a faça executar,

Palácio do Governo em Florianópolis, 13 de fevereiro de 1969.

 

                                 Ivo Silveira

                                Ivan Luiz Mattos

                                Calileu Craveiro de Amorim

                                Paulo Gonçalves Werber Vieira da Rosa

                               Adavr Marcolla

                               Antônio Moniz de Aragão

                               Paulo João Rodrigues

                               Luiz Gabriel

                              Serafim Ennos Bertaso

                              Armando Calil Bulos

                              Dib Cherem

 

Contos que conto

Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º

              -dito popular-                                         

Texto: Gilberto J. Machado

                   Historiador







domingo, 8 de setembro de 2013

TRNSPORTE MARÍTIMO DE LOUÇAS DE BARRO



TRANSPORTE MARÍTIMO DE LOUÇAS DE BARRO

SÃO JOSÉ-SC
1963
Ponta de Baixo dos oleiros e das olarias



Louças de barro na praia de cima, assim chamada à época.
praia das olarias de Nico Cesário e João Machado Neto(Ninho). Louças sendo levadas e empilhadas na praia, à espera de uma lancha baleeira para levar ao Mercado Público de Florianópolis-Ilha de Santa Catarina.
Está no livro SÃO JOSEÉ-O CAMINHO DA PONTA DE BAIXO DOS OLEIROS E DAS OLARIAS, índice 92.


Contos que conto
Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º
              -dito popular-                                         
Texto: Gilberto J. Machado
                   Historiador