terça-feira, 4 de março de 2014

MORRO DOS CAVALLOS





MORRO DOS CAVALLOS

Distrito de Enseada de Brito-Palhoça,SC





Em 1840, o caminho do Morro dos Cavallos, tem seu planejamento de construção de estrada na gestão do então Presidente da Província de Santa Catarina, o Marechal de Campo, Exmo. Senhor Francisco Jozé de Souza Soares D’andrea. Diz o texto da fala no relatório da Assembléia Legislativa, quando da passsagem da Presidência da Província de Santa Catarina, à seu sucessor, Brigadeiro-Antero Jozé Ferreira de Brito.

 “A estrada do Morro dos Cavallos poderá ser feita de tal modo que sirva até ao trânsito de carruagens, mas não está chegada ainda essa época.”

Ainda em 1840,  na sua gestão, o caminho do Morro do Siriú passa por melhoramentos de estrada, desde a descida para Garopaba e de subida do lado da Gamboa.



Discurso pronunciado pelo presidente da provincia de Santa Catharina, o marechal de campo Francisco Joze de Souza Soares d'Andrea, na sessão ordinaria do anno de 1840 aberta no primeiro dia do mez de março. Cidade do Desterro.







Cidade do Desterro, 26 de junho de 1840.

Marechal de Campo, Francisco Jozé de Souza  Soares D’Andrea.



Em 1841 a estrada que atravessa o Morro dos Cavallos com recursos do Governo Imperial, é confiada a incumbência de construção ao Major Caetano José da Costa, na gestão do empossado Presidente da Província de Santa Catarina, Brigadeiro Antero Jozé Ferreira de Brito. A obra com previsão de conclusão para 2 anos, sofreu paralisações  em períodos dos anos de 1842/43, devido a excacez de recursos Provinciais. Mesmo assim, a obra tem continuidade com os custos assumidos pelo Major Caetanos José da Costa, com o compromisso de ser indenizado posteriormente.

Em 1844, com a perspectivas de provisão de novos recursos financeiros, a obra tem continuidade, inclusive com mudança de trajeto para livrar-se de formação rochosas do caminho inicial. Estando assim, a obra tem previsão de conclusão em janeiro de 1845 com instalação de Barreira de cobrança para o uso dela, que será instalada no lado sul do Rio Massiambu, local em que já se cobra imposto para travessia do Rio.


Falla que o presidente da provincia de Santa Catharina, o marechal de campo Antero Jozé Ferreira de Brito, dirigio á Assembléa Legislativa da mesma provincia na abertura da sua sessão ordinaria, em o 1.o de março de 1844. Cidade do Desterro.

Em 1845, depois de 2 anos de obras, reconstrução e reparos,  sob custos do Administrador, a estrada  está transitável, tanto na subida pela Enseada de Brito, quanto na descida para o Passo do Massiambu.
 Com base na Lei Provincial nº. 202, artigo 7º, após vistoria in loco do Presidente da Província e constatar que a estrada estava transitável, tanto de dia como a noite, publicou o Regulamento do valor da cobrança de imposto para quem nela transitasse.
Em 1º. de janeiro de 1845, mandou estabelecer barreira no lado sul do Passo do Massiambu em conformidade ao Regulamento publicado, haja vista que, ali já se cobrava para travessia do rio.
Observação: Na mensagem à Assembleia, o Presidente da Província, apresenta os custos da obra assumidos pelo Administrador durante os 2 anos e pede a aprovação de indenização ao mesmo, além de novos recursos para prosseguimento da obra, considerando a sua importância viária e econômica para a Província.


Falla que o presidente da provincia de Santa Catharina, o marechal de campo Antero Jozé Ferreira de Brito, dirigio á Assembléa Legislativa da mesma provincia na abertura da sua sessão ordinaria, em o 1.o de março de 1845. Cidade do Desterro, Typ. Provincial, 1845.        

Em 1847, recursos do Governo Imperial são empregados na obra da estrada do Morro do Cavallos, que ainda está em execução.

Falla que o presidente da provincia de Santa Catharina, o marechal de campo Antero Jozé Ferreira de Brito dirigio á Assemblea Legislativa da mesma provincia no acto da abertura de sua sessão ordinaria em o 1.o de março de 1847

Em 1848, a estrada do Morro dos Cavallos está concluída com a instalação de barreira para sua manutenção e as obras da  estrada do litoral segue com recursos do Governo Imperial, já estando nas proximidades de Mampytuba e Torres na divisa com a Província do Rio Grande do Sul.

Falla que o presidente da provincia de Santa Catharina, o marechal de campo Antero Jozé Ferreira de Brito dirigio á Assembléa Legislativa da mesma provincia, no acto de abertura de sua sessão ordinaria em o 1.o de março de 1848. Santa Catharina, na Typ. Provincial da Cidade do Desterro, 1848.


1848
RELATORIO 1848.



Interessante: Em nenhum dos Relatórios Provinciais sobre os trajetos de construção do  Morro dos Cavallos, há menção de indígenas no local.


CONTOS QUE CONTO
 








CONTOS QUE CONTO

Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º

              -dito popular-                                         

Texto: Gilberto J. Machado

                   Historiador


























































sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

GALINHA CAIPIRA



GALINHA CAIPIRA
A GULA DOS BICHOS
uma penosa em disputa

Nos tempos de bola e porque não dizer futebol de várzea, esporte que os unia e fascina, um tal graxaim e uma raposa, reunem-se quase que semanalmente para contar proesas de suas caçadas, conquistas, bater um papo agradável, fazer e saborear uma boa comida.
Mas, graxaim e raposa, gostam de bola? Sim, diz a raposa. Ih,ih,ih...neste País do futebol, tudo é possível, até entre os bichos de bom paladar. Entre sorrisos marotos, abrem o jogo, pois o encontro mesmo, estava centrado numa galinha caipira ensopada.
Num desses encontros na morada do graxaim e a sóz, resolvem fazer uma galinha caipira ao molho, acompanhada de um bom macarrão.
Entre outras guloseimas, a galinha ou o frango, sempre é o prato predileto da raposa e que leva o graxaim, não menos guloso  aos afazeres do fogão. O graxaim com toda a sua soberba e para conquistar ainda mais a confiança da raposa, faz-se do melhor cozinheiro desse prato, além de esbanjar ser o melhor em tudo aquilo que faz
Enquanto combinavam o fazer  para comer, a raposa com sua sutileza, esboçava um papo engasgado nem sempre compreendido, sobre o jogo de bola. Mas o graxaim o interpela com conversas cruzadas e a raposa sutilmente põe-se a ouvir.
Ao retirarem o congelado do freezer, constatam ser uma galinha pequena, contudo ideal para saciar o apetite dos dois. Uau, uau, uau.....que alegria, somente para nós dois, o rango será perfeito, uau, uau, uau....
Depois de temperada, levam a galinha ao fogo.  E o papo continua a rolar..... Logo depois, o ensopado começa a cheirar, àquele aroma gostoso.
Inexperadamente, aparece a visita do gambá, que bate a porta da morada.
Um silêncio mometâneo entre os dois, pois sabem que o gambá além de guloso, escolhe as melhores partes da galinha para comer.
Antes de abrir a porta, rapidamente resolvem tirar a panela do fogo e esconder  para não dividir a galinha com o gambá. Ao mesmo instante, resolvem jogar  um pouco de carvão no assador ao lado e deixar a vista no desgelo, uma costela magra de boi.
Feito isso, abrem a porta e  recebem o gambá com abraços e cheios de sorrisos para não mostrar a insatisfação com a visita inexperada.
O gambá, meio mamado, desajeitado e cheio da fome, logo sente o cheiro da panela e pergunta;  hummmm.......estão ensopando uma penosa?
Mais que depressa, a raposa intervém com aquele engasgo; ih,ih,não,não gambá, nós vamos fazer aquela costela que está ali no desgelo, não é graxaim? E o graxaim complementa; é, e a costela vai demorar, agora é que começou a descongelar!!!!!
O gambá, manhoso como semre e esperto, sentiu o clima, torceu o nariz, agradeceu pela costela, mas não quiz esperar, despediu-se e foi embora.
Tão logo o gambá desapareceu no caminho. Ufa, ufa, aos sorrisos, o graxaim e a raposa se enchem de alegria. Agora a galinha vai voltar pro fogo. É rango só pra nós dois, o gambá que vá bater noutro lugar.  Uau,uau,uau,uau......

Moral da história:  Somos diferentes?
Esta crônica é uma obra de ficção. qualquer semelhança com história real, será mera coincidência.

Contos que conto
Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º
              -dito popular-                                         
Texto: Gilberto J. Machado
                   Historiador



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

SABER



                                S A B E R



CALENDÁRIO GREGORIANO

No século 15, o calendário juliano estava atrasado em aproximadamente uma semana em relação ao calendário solar (cuja marcação é baseada nos movimentos do Sol) - então a primavera no Hemisfério Norte caía por volta de 12 de março ao invés do dia 21.
O calendário gregoriano é um calendário de origem europeia, utilizado oficialmente pela maioria dos países. Foi promulgado pelo Papa Gregório XIII 1 (1502-1585) em 24 de Fevereiro do ano 1582 em substituição do calendário juliano implantado pelo líder romano Júlio César (100 a.C.- 44 a.C.) em 46 a.C. 2 .



 A Igreja Católica decidiu que uma reforma era necessária, e chamou astrônomos para propor alterações no calendário oficial. No Concílio de Trento, em 1545, foi dada autorização para a reforma fosse feita - e após anos de cálculos e discussões, o papa Gregório 13 ordenou que o dia 4 de outubro de 1582 fosse o último do calendário juliano. O dia seguinte seria uma sexta-feira, 15 de outubro: 10 dias foram omitidos.


Para que houvesse precisão a longo prazo, foi adotada uma fórmula sugerida pelo cronologista do Vaticano Aloysius Giglio, segundo a qual a cada quatro anos ocorre um ano bissexto a não ser que o ano represente a virada de um século (como 1700 ou 1800). Os anos seculares só são considerados bissextos se forem divisíveis por 400 (como 1600 e 2000). Essa regra eliminava três anos bissextos em quatro séculos, tornando o calendário suficientemente preciso. Assim, o atraso de três dias em cada 400 anos observado no calendário juliano desaparecia.

Boatos de que houve protestos contra a adoção do calendário gregoriano - sob gritos de "deem nossos 11 dias de volta!" - são mencionados em alguns livros de história, porém não há confirmação de que tenham mesmo ocorrido. A reforma gregoriana não foi adotada no Ocidente de maneira imeditada. Apesar de muitos países católicos terem adotado o novo calendário papal logo em 1582, os príncipes protestantes da Europa preferiram ignorar a bula e continuaram a utilizar o calendário juliano. Apenas em 1700 a Alemanha e os Países Baixos passaram a usar o novo calendário. No Reino Unido e suas colônias, a mudança só aconteceu em 1752.

Apesar da larga adoção atual do calendário gregoriano, ainda há falhas: mesmo com a regra revisada sobre anos bissextos, um ano no calendário gregoriano tem aproximadamente 26 segundos a mais que o período orbital da Terra. Essa discrepância, porém, só significa um dia a mais a cada 3,323 anos.

1.582>>>3.323 .....04 de outubro de 2013-10-04, já se passaram 431 anos.

Contos que conto

Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º

              -dito popular-                                         

Texto: Gilberto J. Machado

                   Historiador