sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

MORRO DOS CAVALLOS-Histórico Provincial


MORRO DOS CAVALLOS
Histórico Provincial
Distrito de Enseada de Brito-Palhoça,SC


Em 1840, o caminho do Morro dos Cavallos, tem seu planejamento de construção de estrada na gestão do então Presidente da Província de Santa Catarina, o Marechal de Campo, Exmo. Senhor Francisco Jozé de Souza Soares D’andrea. Diz o texto da fala no relatório da Assembléia Legislativa, quando da passagem da Presidência da Província de Santa Catarina, à seu sucessor, Brigadeiro-Antero Jozé Ferreira de Brito.
 “A estrada do Morro dos Cavallos poderá ser feita de tal modo que sirva até ao trânsito de carruagens, mas não está chegada ainda essa época.”
Ainda em 1840,  na sua gestão, o caminho do Morro do Siriú passa por melhoramentos de estrada, desde a descida para Garopaba e de subida do lado da Gamboa.

Discurso pronunciado pelo presidente da provincia de Santa Catharina, o marechal de campo Francisco Joze de Souza Soares d'Andrea, na sessão ordinaria do anno de 1840 aberta no primeiro dia do mez de março. Cidade do Desterro.





Cidade do Desterro, 26 de junho de 1840.
Marechal de Campo, Francisco Jozé de Souza  Soares D’Andrea.

Em 1841 a estrada que atravessa o Morro dos Cavallos com recursos do Governo Imperial, é confiada a incumbência de construção ao Major Caetano José da Costa, na gestão do empossado Presidente da Província de Santa Catarina, Brigadeiro Antero Jozé Ferreira de Brito. A obra com previsão de conclusão para 2 anos, sofreu paralisações  em períodos dos anos de 1842/43, devido a excacez de recursos Provinciais. Mesmo assim, a obra tem continuidade com os custos assumidos pelo Major Caetanos Joé da Costa, com o compromisso de ser indenizado posteriormente.
Em 1844, com a perspectivas de provisão de novos recursos financeiros, a obra tem continuidade, inclusive com mudança de trajeto para livrar-se de formação rochosas do caminho inicial. Estando assim, a obra tem previsão de conclusão em janeiro de 1845 com instalação de Barreira de cobrança para o uso dela, que será instalada no lado sul do Rio Massiambu, local em que já se cobra imposto para travessia do Rio.

Falla que o presidente da provincia de Santa Catharina, o marechal de campo Antero Jozé Ferreira de Brito, dirigio á Assembléa Legislativa da mesma provincia na abertura da sua sessão ordinaria, em o 1.o de março de 1844. Cidade do Desterro.

Em 1845, depois de 2 anos de obras, reconstrução e reparos,  sob custos do Administrador, a estrada  está transitável, tanto na subida pela Enseada de Brito, quanto na descida para o Passo do Massiambu.
 Com base na Lei Provincial nº. 202, artigo 7º, após vistoria in loco do Presidente da Província e constatar que a estrada estava transitável, tanto de dia como a noite, publicou o Regulamento do valor da cobrança de imposto para quem nela transitasse.
Em 1º. de janeiro de 1845, mandou estabelecer barreira no lado sul do Passo do Massiambu em conformidade ao Regulamento publicado, haja vista que, ali já se cobrava para travessia do rio.
Observação: Na mensagem à Assembleia, o Presidente da Província, apresenta os custos da obra assumidos pelo Administrador durante os 2 anos e pede a aprovação de indenização ao mesmo, além de novos recursos para prosseguimento da obra, considerando a sua importância viária e econômica para a Província.


Falla que o presidente da provincia de Santa Catharina, o marechal de campo Antero Jozé Ferreira de Brito, dirigio á Assembléa Legislativa da mesma provincia na abertura da sua sessão ordinaria, em o 1.o de março de 1845. Cidade do Desterro, Typ. Provincial, 1845.        

Em 1847, recursos do Governo Imperial são empregados na obra da estrada do Morro do Cavallos, que ainda está em execução.

Falla que o presidente da provincia de Santa Catharina, o marechal de campo Antero Jozé Ferreira de Brito dirigio á Assemblea Legislativa da mesma provincia no acto da abertura de sua sessão ordinaria em o 1.o de março de 1847

Em 1848, a estrada do Morro dos Cavallos está concluída com a instalação de barreira para sua manutenção e as obras da  estrada do litoral segue com recursos do Governo Imperial, já estando nas proximidades de Mampytuba e Torres na divisa com a Província do Rio Grande do Sul.

Falla que o presidente da provincia de Santa Catharina, o marechal de campo Antero Jozé Ferreira de Brito dirigio á Assembléa Legislativa da mesma provincia, no acto de abertura de sua sessão ordinaria em o 1.o de março de 1848. Santa Catharina, na Typ. Provincial da Cidade do Desterro, 1848.


1848
RELATORIO 1848





CONTOS QUE CONTO
Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º
              -dito popular-                                         
Texto: Gilberto J. Machado
                   Historiador
































domingo, 14 de dezembro de 2014

PAELLERA DE BARRO

PAELLERA DE BARRO(cerâmica), feita artesanalmente na roda de oleiro. Arte do oleiro Gilberto João Machado.
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gioleiro@gmail.com
gioleiro@gmail.com

domingo, 9 de novembro de 2014

SOBREVIVENTES


SOBREVIVENTES
Três das cinco palmeiras que sobrevivem em São José. De início, eram 12 árvores desse tipo
Foto: Carlos Pereira
Palmeiras centenárias em São José
Árvores foram trazidas do Rio de Janeiro para ornamentar a praça principal do município. Cinco exemplares ainda estão no local
Carlito Costa
No início do século 20, o centro histórico de São José ainda exibia uma configuração típica das primeiras povoações de colonização açoriana da região de Florianópolis. Junto ao trapiche onde aportaram os barcos que haviam trazido os 182 casais de imigrantes, 150 anos antes, havia um campo aberto que subia da praia até a Igreja Matriz, rodeado por outros prédios ainda encontrados no local, como os da antiga cadeia e Câmara de Vereadores e o Teatro Adolfo Melo. Um projeto de urbanização do local foi iniciado há 100 anos, com o plantio de 12 palmeiras régias trazidas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 
Cinco das 12 palmeiras originais sobrevivem ainda hoje na praça Arnoldo Souza. A história dessas árvores agora centenárias está sendo recuperada por Osni Antônio Machado, funcionário da Secretaria de Estado da Agricultura que se dedica desde 1979 a reunir documentos sobre a memória de São José. Osni tem dois livros prontos, aguardando uma oportunidade de publicação, sobre o poder político municipal ao longo dos 253 anos de existência do antigo povoado de São José da Terra Firme. "Infelizmente muidos documentos importantes do arquivo da prefeitura se perderam, por causa da falta de cuidado com a conservação desse material", lamenta Osni.
 
A ubanização do espaço hoje ocupado pelas praças contíguas Hercílio Luz (em frente à Igreja Matriz) e Arnoldo Souza (em frente à Câmara de Vereadores) começou em 1903. O então superintendente do município (cargo equivalente ao de prefeito na época) era José Vicente de Carvalho Filho. Militar aposentado, Carvalho Filho nasceu no Piauí e veio para o Sul do Brasil para lutar na Guerra do Paraguai. Passado o conflito, permaneceu no litoral de Santa Catarina como professor de primeiras letras. Lecionou em Araquari (Norte do Estado), na Lagoa da Conceição, em Barreiros e na Ponte do Imaruim, até se radicar no centro de São José, onde tornou-se um dos políticos mais importantes da cidade. O início do projeto de urbanização do centro histórico foi um de seus principais legados como superintendente.
REVOLUÇÃO

Palmeira levou um tiro de canhão em 1930
Foto: Reprodução Carlos Pereira
PATRIMÔNIO

Osni Antônio Machado, pesquisador
Foto: Carlos Pereira
PRESENTE
As palmeiras foram doadas à cidade pelo senador catarinense Vitorino de Paula Ramos, nascido na região. As plantas são descendentes das primeiras palmeiras régias plantadas quando da criação do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, por ocasião do deslocamento para o Brasil da corte real portuguesa, em 1808. Em 12 mudas já com cerca de um metro de altura, um tamanho considerado "perigoso" por cronistas da época, já que nessa idade as palmeiras tinham que ser transportadas com muito cuidado, para não serem danificadas. 
As 12 árvores suportaram bem a viagem desde o Rio de Janeiro, no entanto, e foram trasnplantadas com sucesso em duas filas partindo da praia em direção à Igreja Matriz. A primeira delas foi plantada solenemente por outro político importante da época, o coronel Caetano Xavier Neves, filho do igualmente ilustre coronel Joaquim Xavier Neves. A casa da família nas cercanias da praça, que em certa ocasião hospedou o imperador d. Pedro II, está sendo restaurada pelo atual proprietário, segundo os padrões arquitetônicos do tempo do Segundo Reinado.
As palmeiras foram a única alteração no campo aberto do centro do município até 1920, quando efetivamente teve início um projeto de urbanização. Nesse ano foi construído um jardim e feita a geometrização atual das duas praças, com delimitação das ruas. As obras de reordenamento urbano do local exigiram no entanto o deslocamento e replantio de cinco das palmeiras régias originais. Transplantadas depois de muito crescidas, as árvores acabaram não resistindo e morrendo pouco depois, restando sete árvores.
Outras baixas tiveram origem na revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas à presidênca da República, depondo Washington Luís. Os revolucionários assumiram o controle de São José em outubro e se entrincheiraram no centro da cidade. As forças legalistas da Marinha posicionaram na Baía Sul o destróier Santa Catarina, que bombardeou a cidade - uma das contruções no local, que hoje abriga a Casa de Cultura Estácio de Sá, ainda mantém numa das sacadas o estrago feito por um dos tiros disparados do navio.
 
Uma bala de canhão atingiu em cheio uma das palmeiras imperiais, que tombou. Uma granada explodiu perto de outra das árvores e um estilhaço atravessou o tronco, provocando um buraco que permaneceu como atração turística durante 56 anos. Em fevereiro de 1997, a mesma árvore foi acometida de uma doença e teve que ser derrubada pela Prefeitura de São José. A derrubada da palmeira régia causou polêmica entre a população local na época, já que parte do patrimônio histórico do município estava sendo levado ao chão. Com a perda dessa árvore, restam como sobreviventes as cinco que estão hoje no centro histórico.
A manutenção das palmeiras centenárias está atualmente a cargo da secretaria de Obras de São José. Para Osni, há muito descuido. "Eles fazem de vez em quando um trabalho de limpeza no local, mas não há um cuidado especial com as árvores", relata. "Cabos da iluminação de Natal ainda não foram retirados, placas são pregadas nos troncos, há pregos enferrujados cravados nas palmeiras". O diretor de Obras da prefeitura, Laudioni dal Pont, reconhece que não há um traballho específico de manutenção das palmeiras imperiais. "Temos uma equipe que cuida da limpeza e jardinagem, mas esse trabalho específico com as árvores é algo importante que infelizmente ainda não fizemos", diz dal Pont.



sábado, 18 de outubro de 2014

BARRIGA DE BICHA

BARRIGA DE BICHA

Não faz muito tempo, eram os tempos de rapaz e rapariga, ou melhor, eu ainda era pequeno, não miúdo, mas barrigudo.
Na verdade, chamava-se simplesmente o pançudo de amarelo, ou amarelo da goiaba, ou barriga de bicha. Ainda hoje, muitos não perderam esse costume, esse modo de falar.
Era um tempo em que, as mães levavam os filhos ao DASP-Departamento Autônomo de Saude Pública do Estado para exames, receber  e depois tomar o remédio de bicha. Sim remédio de bicha, assim era o modo de falar desse tempo e que muitos ainda por vezes vem a recordar.
Depois dos exames do material da latinha, o médico receitava o remédio de bicha, que ali mesmo era distribuído, acompanhado de um purgante para após, limpeza das tripas. O purgante, o óleo de rícino, horripilante, de dar repulsa de se tomar em jejum. Mas, não tinha churumela, a mãe insistia, tapa o nariz e toma, se não eu te empurro de guela abaixo. Sim era esse o tratamento da época.
E depois de umas semanas,  saúde estampada em todos. A rapaziada voltava a comer bem, ficavam com as caras coradas, a barriga diminuía, o amarelão desaparecia.
Hoje me veio a mente e displicentemente, entrei numa farmácia e pedi ao atendente; eu quero um remédio de bicha.
Com o olho arregalado e cara de espanto, me diz o atendente que isso é homofobia  e que é discriminação com as minorias.
E eu que não sabia o que é essa tal homofobia, fiquei com cara de tôlo, me fiz de desentendido e pedi o remédio de novo, tem remédio de bicha?
Foi então que o atendente, volta e me repreende; O Senhor está sendo agressivo, está cometendo excesso, isso pode lhe dar processo. E ainda foi mais além; não me diga que não sabia, que por aqui um dia, homen de camisola, já se chamou de maricão, viado, bicha e boiola?
Foi aí que percebi, que a linguagem viva, altera com o passar dos tempos, podendo o que hoje se diz, no amanhã ser um ato infeliz. Pois bem, logo me veio a tona, ah, esse termo ofendeu a bichona.
Com aquela sutileza, procurei explicar o termo e fui logo dizendo, que o remédio que procurava, na época se tomava em dose para lombriga ou verminose e depois como laxante, se tomava um horrível purgante.
 Boas risadas se deram sobre a compreensão da  linguagem, dita como eufemismo e de que, bicha sim tem remédio, dando fim ao episódio.
Depois que tudo acabou, logo fiquei a pensar e a recordar, que esse tal eufemismo, que leva ao humorismo, está em todo lugar.
Certa feita, estava aqui numa boa,  fui convidado à ir a Lisboa.
Eu que por aqui sou oleiro, estava com ansiedade de lá chegar, viajei todo faceiro, por ter o que mostrar.
Por aqui faço panelas e lá como oleiro, depois de fazer vários modelos, me intitulei paneleiro.
Pois não é que paneleiro, são as bichas de lá. Foi então que percebi, voltei a me complicar.

Depois de tudo entendido, aprendi que essa viagem, me fez compreender o eufemismo de  nossa linguagem.

Com o humor dos mais antigos: Quem mandou tomar remédio de bicha? rsrsrsrsrsrsrsr...kkk

Contos que conto
Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º
              -dito popular-                                         
Texto: Gilberto J. Machado
                   Historiador

 

 





quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A LAGARTA E O GIRINO

 Fábula
A LAGARTA E O GIRINO

A lagarta e o girino, se apaixonaram e decidiram se casar

Girino é o pré sapo, pra quem não sabe
  
Então a lagarta entrou no casulo para se arrumar e o girino ficou do lado de fora a esperar
A lagarta demorou, demerou e quando de lá saiu, percebeu que tinha virado uma bela borboleta.
O girino do lado de fora, esperou, esperou e virou um sapo feio, horroroso
A borboleta quando viu aquele  sapo feio, horroroso, decidiu não mais se casar,  bateu asas a voar.
O  feio sapo então,  não gostou da desfeita, esticou sua língua grande e plaf, comeu a borboleta.

Moral da história: não importa o quanto você é feio, se tiver a língua grande, vai sempre comer alguém. rsrsrsrsrskkkk



IGREJA DO SENHOR DO BOM FIM


Igreja do senhor do Bom Fim – São José-SC
CONSTRUIDA EM 1851
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Trecho do provimento geral da visita pastoral em de S. José, lido na missa pelo Vigário, Dom José de Camargo Barros, Bispo da Diocese de Coritiba, em 28 de julho de 1895.
[...] A Igreja do Bom-Fim tem 3 altares, púlpito, côro, pequena torre e sachristia; está forrada e assoalhada. No altar-mór, que é bem regular, está uma belíssima imagem de madeira de Nosso Senhor Crucificado, de tamanho natural tendo aos lados uma boa imagem de S. José e uma do Senhor Bom Jesus da Prisão. O altar do lado da Epistola é consagrado a S. Sebastião, cuja imagem, grande e perfeita, é também de madeira. O altar do lado do Evangelho é consagrado a S. Joaquim, cuja imagem, grande, perfeita é bonita e também de madeira.
Os 3 altares têm castiçaes, pedra d’ara, sacras e as toalhas, conforme as prescripções de direito. Paramentos, poucos insufficientes.
Por José Amaro Quint

“O historiador Osni Antônio Machado em suas pesquisas sobre monumentos históricos de São José, relata que a imagem de Nosso Senhor do Bom Fim da Igreja do Bom Fim de São José-SC, é a segunda imagem dessa categoria no Brasil, sendo a primeira, a imagem de Nossa Senhor do Bom Fim na Igreja do Bom Fim em Salvador-Ba”.

Contos que conto
Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º
              -dito popular-                                         
Texto: Gilberto J. Machado
                  -Historiador-          






Histórico de comentário



FAZER


F A Z E R

As vezes me paro a refletir sobre o que já fiz, o que fui, o que sou e o que fazer. O que fazer está pesando mais forte.
A VIDA, reservou-me a esperança, a perseverança, o amor.

E aqui estou eu no FAZER de cada amanhecer.
gjm