sábado, 27 de fevereiro de 2016

SABER - ANO BISSEXTO

                         S A B E R
Como um bom Mané, procurei saber sobre essa coisa de ano bissexto
Pois não é que o mês de fevereiro poderá ter 30 dias em 3.323,
óióió,
 quem pudesse ta aqui pra vê(ver)

CALENDÁRIO GREGORIANO
No século 15, o calendário juliano estava atrasado em aproximadamente uma semana em relação ao calendário solar (cuja marcação é baseada nos movimentos do Sol) - então a primavera no Hemisfério Norte caía por volta de 12 de março ao invés do dia 21.
O calendário gregoriano é um calendário de origem europeia, utilizado oficialmente pela maioria dos países. Foi promulgado pelo Papa Gregório XIII 1 (1502-1585) em 24 de Fevereiro do ano 1582 em substituição do calendário juliano implantado pelo líder romano Júlio César (100 a.C.- 44 a.C.) em 46 a.C. 2 .

 A Igreja Católica decidiu que uma reforma era necessária, e chamou astrônomos para propor alterações no calendário oficial.
No Concílio de Trento, em 1545, foi dada autorização para a reforma fosse feita - e após anos de cálculos e discussões, o papa Gregório 13 ordenou que o dia 4 de outubro de 1582 fosse o último do calendário juliano. O dia seguinte seria uma sexta-feira, 15 de outubro: 10 dias foram omitidos.
Para que houvesse precisão a longo prazo, foi adotada uma fórmula sugerida pelo cronologista do Vaticano Aloysius Giglio, segundo a qual a cada quatro anos ocorre um ano bissexto a não ser que o ano represente a virada de um século (como 1700 ou 1800). Os anos seculares só são considerados bissextos se forem divisíveis por 400 (como 1600 e 2000). Essa regra eliminava três anos bissextos em quatro séculos, tornando o calendário suficientemente preciso. Assim, o atraso de três dias em cada 400 anos observado no calendário juliano desaparecia.
Boatos de que houve protestos contra a adoção do calendário gregoriano - sob gritos de "deem nossos 11 dias de volta!" - são mencionados em alguns livros de história, porém não há confirmação de que tenham mesmo ocorrido. A reforma gregoriana não foi adotada no Ocidente de maneira imeditada. Apesar de muitos países católicos terem adotado o novo calendário papal logo em 1582, os príncipes protestantes da Europa preferiram ignorar a bula e continuaram a utilizar o calendário juliano. Apenas em 1700 a Alemanha e os Países Baixos passaram a usar o novo calendário. No Reino Unido e suas colônias, a mudança só aconteceu em 1752.
Apesar da larga adoção atual do calendário gregoriano, ainda há falhas: mesmo com a regra revisada sobre anos bissextos, um ano no calendário gregoriano tem aproximadamente 26 segundos a mais que o período orbital da Terra. Essa discrepância, porém, só significa um dia a mais a cada 3,323 anos.
1.582>>>3.323 .....04 de outubro de 2016-10-04, já se passaram 434 anos.
ESTUDOS QUE CONTO
Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º
              -dito popular-                                         
Texto: Gilberto J. Machado
                   Historiador



sábado, 13 de fevereiro de 2016

O SIRI E O LINGUADO

O LINGUADO E O SIRI

SIRI
&
LINGUADO

Consta-se que Nossa Senhora, estava por atravessar o mar e chega a beira da praia.
Então, depara-se com o linguado e pergunta; limguado, a maré enche ou vasa?
O linguado, fazendo-se de mal entendido,  com a boca cheia e torta, a remedia e responde com escárnio: linguado, a maré enche ou vasa?
O siri, que estava por perto, assiste a cena e oferece a travessia à Nossa Senhora, em cima de seu casco.
Nossa Senhora agradece e diz ao siri; mas você é tão pequeno siri.
Mesmo assim, o siri insiste e Nossa Senhora, sobe no seu casco e faz a travessia do mar.
A lenda diz que, a resposta do linguado, o fez ficar com a boca cheia e torta, da forma como remediou a Nossa Senhora.
Já o gesto do siri, o fez abençoado com a imagem de Nossa Senhora no seu casco.
Esta lenda é conhecida e falada em todo o litoral de Santa Catarina.
Na região de Sombrio-SC, sul do Estado, alguns dos mais antigos pescadores, só pescam o siri para comer. Quando os prendem nas redes e não desejam come-los, os devolvem ao mar, com o maior cuidado e com todas as garras, em respeito por ser abençoado por Nossa Senhora.
No litoral da Grande Florianópolis e Ilha de Santa Catarina, nativos e pescadores, comentam que o linguado foi amaldiçoado, por isso tem a boca torta.

“Mas, será mesmo, que o linguado foi amaldiçoado?  
Ou abençoado com as costas tão largas e de  carne tão nobre?
Apressa-se o mané pescador a dizer; não, não, foi castigado sim, pois ficou com a cara torta!!!.”


Interessante, não?

CONTOS QUE CONTO
Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º
              -dito popular-                                         
Texto: Gilberto J. Machado
                   Historiador



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016


 MASSIAMBU
 &
PASSAGEM DO MASSIAMBU

Vamos entender um pouco do porque massiambu.
Este nome é de origem tupi guarani, linguagem falada pelos índios carijós da tribo dos tupi guarani, que habitavam o litoral do Estado de Santa Catarina.
Rio e localidade, que atualmente, integram o território do município de Palhoça.

  1. Dicionário tupi guarani
  2. Massiambu: Talvez provenha também de imbiaça-yembó a foz do regato ou de y-bem-açá-ybu o rio da barra.
  3. Aboçápecaú: nome de numa taba encontrada na ilha de Santa Catarina pelos primeiros conquistadores. Aboçá é corrupção de Imbiaçá que vem de Mbé - açaba -
  4. a saida do caminho , o porto ; peca significa pato e U significa,
  5. água, rio. Donde temos:
  6. Aboçá-peca-u ou Mbê-açaba-peca-u que se transformou no Massiambú. Dos
  7. nossos dias e que interpretamos caminho do rio do pato.
  8. Massiambu: Veja Abocepecau. Talvez provenha também de imbiaça-yembó a
  9. foz do regato ou de y-bem-açá-ybu o rio da barra.

Passagem do Massiambu é uma  área de manguesais, restinga e dunas, às margens do lado direito da foz do rio e pequeno afluente.
 A partir da década dos anos 60 do século XX, começa a sofrer invasões desenfreadas de ocupações irregulares e moradias, destruição e ocupação de dunas,  assim como, a pesca predatória, dado a abundância de peixes, camarões, berbigões e outras espécies.
Essas invasões, acentuam-se a partir dos anos 70, inclusive na pesca artesanal irregular, constituindo-se numa comunidade predadora, que vem levando gradativamente, à excassez e o desaparecimento de espécies e criadouros da fauna fluvial e marinha. 
Exemplos., camarão, robalo, linguado, berbigão e outros mais......

Praia do Sonho - Vista Aérea.jpg

Massiambu ou o rio da barra(Maciambu)
A expressão pato,  vem dos primeiros navegadores, que denominaram os índios carijós de índios patos. Ilha dos Patos ( SC), Lagoa dos Patos (RS)

CONTOS QUE CONTO
Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º
              -dito popular-                                         
Texto: Gilberto J. Machado
                   Historiador







sábado, 23 de janeiro de 2016

O BURACO DO BOI

O BURACO DO BOI
Costão da Ilha do Papagaio
Palhoça-SC

O buraco do boi, ao fundo, uma ponta da Ilha de Santa Catarina,  do além Praia de Naufragados e as ilhas Tres Irmãs, assim conhecidas.
Foto: Tiago Machado...17/01/2016

Conta-se em nossa região e por pescadores do lugar, além de muitos outros aficionados pela pesca de finais de semana, que O BURACO DO BOI é o melhor pesqueiro de linha e de caniço do costão da Ilha do Papagaio.
E, realmente o é, pois eu mesmo, em inícios da década dos anos 90(sec. xx), ali pesquei garoupas, badejos, sargos, marimbais e outros peixes.
Agora, imagine o lugar de pesca  nas décadas de 50/60 e 70 e o nº de pescadores artesanais, atraídos pela fartura de garoupas e badejos.
Diz-se no lugar, que o nome BURACO DO BOI, vem de uma tragédia ocorrida com um boi, que despencou do penhasco, quando pastava na pastagem da ilha, morrendo nesse buraco entre as pedras do costão.
Para os mais antigos, a história é conhecida desde os tempos da Guarda e Defesa da Ilha de SC, sediada na Fortaleza até 1894.


O buraco tornou-se tenebroso pelas vidas humanas ali tragadas, em conseqüência das cheias ondas do mar aberto, que surpreende os pescadores de linha e de caniço, menos desavisados.

Contava Senhor Bileca(pescador nativo da família Siriaco), que lembrava de 8(oito) mortes no local, tragados pelas cheias surpreendentes.

Diante do tenebroso, contudo, há uma façanha, sorte ou milagre de alguém, que merece registro, pois mesmo sendo tragado pelas cheias, conseguiu salvar-se.
Esse alguém, trata-se do Senhor Julio Cesar Linhares (o Cesar do restaurante), então proprietário de um boteco em cima do areial da Ponta do Papagaio.
Ele  saiu para pescar e trepou numa pedra de acesso, bem junto ao BURACO DO BOI.
Acomodado na pedra com o caniço a pescar, quando foi surpreendido por uma cheia, que o levou ao buraco e na volta, o repucho o tragou para dentro do mar.
Sem saber nadar, mas lúcido depois que boiou, viu o caniço a boiar no seu lado e a ele agarrou-se.
Começava então, a sua tábua(caniço) de salvação.
Enquanto isso, um casal que estava nas proximidades e presenciou o ocorrido, fez com que, o homem viesse buscar socorro.
Ao saber da notícia, Senhor Bileca, apressou-se e saiu a pé pelo costão. Na metade do trajeto, cansado de pular pedras, avistou boiando uma carteira de cigarros e entristecido pensou, o Cesar morreu.
Depois de 45 minutos, já entre o canal da Fortaleza e a Ilha, Cesar e o caniço salvador, foram resgatados pelo pescador Aderbal Siríaco(Deba) e outro, que chegaram de lancha ao local do mar revolto.

Conta Cesar (71 anos), que o ocorrido foi no dia 15/01/1993, data comemorativa de Santo Amaro, de quem é devoto e que, ainda não aprendeu a nadar.

A Ilha do Papagaio, está unida ao lado continental por um pontal de areia semicircular pela ação da natureza, formando duas praias.
O nome papagaio, vem do formato de um bico de papagaio de uma pedra, frontal a Fortaleza de Nossa da Senhora da Conceição, na ilha de Araçatuba.
Essas duas praias, formam o lugar Ponta do Papagaio, sendo a praia de fora de mar aberto, mar grosso e a praia de dentro, a Praia do Sonho ligada a baia sul entre o lado continental (restinga) e a Ilha de Santa Catarina.
Um lugar paradisíaco do litoral catarinense
e


Contos que conto
Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º
              -dito popular-                                         
Texto: Gilberto J. Machado
              Historiador








quarta-feira, 4 de novembro de 2015

sábado, 10 de outubro de 2015

OS MACHUCAS DO CEBOLA

Os machucas do Cebola

Mas afinal, o que é um machuca?
Resposta: Na linha de fabricação das olarias de louças de barro de São José da Terra Firme, o alguidar era produzido de 4 tamanhos.
O terceiro alguidar, na escala do maior p/o menor, tem o apelido chamado de machuca.
Nessa época, era costume comer o feijão socado, pois dava mais massa e ainda se adicionava água. Talvez porque o feijão era pouco.
Machuca porque machuca-se, soca-se o feijão depois de cozido e mede de boca aproximadamente 25 cm.
Os machucas do Cebola, é um presente para o imortal Édson Osni Ramos da Academia São José de Letras.
É filho do primo e oleiro Osni Albino Ramos, à quem tive a satisfação de aprender e trabalhar a seu lado numa olaria de produção de louças de barro na Ponta de Baixo.(1967/68).
Os machucas serão usados no seu sítio em Rancho Queimado.
Agora, fiquei sabendo, que lá se serve uma carne de ovelha especial. Quem sabe, tiro a sorte grande e acerto esse dia.




gjm


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

DE MANÉ À MANÉZINHO
Ilha de Santa Catarina e lado do continente
Santa Catarina – Brasil

Vamos saber um pouco do ser mané

Em tempos não muito distantes, gente da cidade, apelidavam alguns  moradores do interior da Ilha de Santa Catarina de mané. A cidade à que me refiro é Florianópolis, assim também, chamada por todos que moravam no lado continental.
Suposições apontam aos nomes Manuel ou Manoel, muitos comuns em todas as regiões litorâneas, especialmente nos povoamentos do interior da Ilha de Santa Catarina.
Seu Manoel, seu Manuel,, seu maneca, seu manel, seu mané, pode ter sido o caseiro de um sítio ou de casa de veraneio de propriedade de alguém da cidade. Seu mané, sempre tratava essa gente da cidade de doutori, ou seja, pela formação profissional ou poder aquisitivo.
O mané  pode ser caracterizado como um sujeito simplório, contador de causos, um matuto de trabalhos pesados, da lida com os bois e da roça. Uns dos trabalhos de engenho, outros da pescaria e outros de qualquer serviço braçal.
Mas, os autênticos manés, eram os malandros exibidos de vida boa, que usavam uma perna da calça arregaçada até a metade da perna, um pouco abaixo do joelho e que por distração, se exibiam com uma gaiola na palma da mão, dentro um curió, um sabiá, uma tia chica ou um coleirinha a dobrar.
Aquele ou aquela, que come um loc loc com peixe frito frio, ou ainda, aqueles que comen pirão de água escaldado com carne seca de varal, assada numa grelha na brasa de fogão de lenha.
Por várias gerações, abandonados a própria sorte pela gente da cidade e longe da escola, criaram seus meios de subsistência e modos de falar próprios e engraçados, que os identificam como o mané ou a mané interiorana da Ilha, assim como também, nos povoamentos do litoral do lado continental.
Frases e palavras como, mofas com a pomba na balaia, farinha pouca, meu pirão primeiro, coberta d’alma, chichilaria, roubar e fugir com a rapariga para mais tarde casar, e mais...oioió ..oioió.oioió...oioió.oioió.oioió, tas tolo tas, rebojo, és bom pro fogo, intizica, te toco a mão nos cornos, cambulhão, boi ralado, eu atiço a bocica em cima de ti, istepô, digerinha, lanço de peixe, tarrafa a vau, garapivu, mata fome, és bom pumbife, cara de areia mijada, dar de mamar à enxada, se qués qués, se não qués diz, pomboca, tolo e muitas outras.

Glossário

Atiçar - incitar
Bocica – cachorra, cadela
Boi ralado – carne moída
Cambulhão – porção de peixes enfiados pela guelra em cipó à serem vendidos.
Cara de areia mijada –  furos no rosto de quem teve varíola
Chichilaria – burocracia, lenga lenga, enrolação  com os papéis
Coberta d’alma – roups de quem morre
Dar de mamar à enxada – preguiçoso na lavoura com  o cabo da enxada debaixo do braçoDês bom pumbife – Digerinha – diarréia
És bom pro fogo - expressão usada para dizer que uma pessoa não presta (também ameaça debochada, de mandar alguém à fogueira.
És bom pumbife – referindo-se a carne do boi da farra
És um porta milá –perdido, andar sem rumo ou importa-me lá contigo
Intizica – provoca
Istepô – expressão de xingar alguém, seu coisa ruim
Lanço de peixe – cercar o cardume com rede, arrastar, puchar para a praia ou embarcação pesqueira. Locais de peixes de tarrafa a vau.
Loc loc – pirão de café, mexido na própria caneca de tomar café.
Mandrião – preguiçoso
Mata fome – prato de barro de se comer
Mofas com a pomba na balaia – vais cansar de esperar, não conseguir o que queria, intento
Oioió – interpétra-se como interjeição de espanto ou admiração
Pomboca – lamparina pequena com pavio , acesa com querozene,  luz de pomboca
Rebojo – vento que sopra de várias direções, ocorre quase sempre com vento sul
Te toco a mão nos cornos –dar uma bofetada na cara de alguem que um
Vau – trechos rasos de águas, ou da beira do mar ou de rio, onde se pode transitar a pé.
Tolo – credibilidade frágil, sofrível. Não refere-se a debilidade mental.

Vamos saber um pouco do ser manézinho

Na verdade, não se atribui  à alguém, como o criador do pseudônimo manezinho.
Em inícios dos anos 80 do século passado, nas áreas centrais de Florianópolis como do lado continental, ouve-se em rodas de amigos, locais de trabalho, bares, botequins e principalmente no Mercado Público, colegas e amigos serem chamados de manezinho. Geralmente ou quase sempre, esse colega ou amigo assim chamado, morava em alguma comunidade do interior da ilha de Santa Catarina.
A partir de então, o pseudônimo, que pode ter derivado do seu Manoel, seu Manuel, seu maneca, seu manel, seu mané, começa a difundir-se na boca do povo com o apelido de manezinho.
Até a primeira metade da década dos anos 80, ser chamado de manezinho, tinha sentido pejorativo. No entanto, por muitos havia aceitação, dentro de um clima amigável e na base da gozação.
Nessa época, já era destaque em programas de radio como radialista, o saudoso Aldírio Simões.
Aldírio constituía-se num personagem carismático, identificado com nossa cultura  de base açoriana. Seu ponto de encontro diário, era o Mercado Público de Florianópolis, além de viver os cantos e recantos da Ilha e do continente, conhecer sua gente, seus usos e costumes.
Nascido na localidade de Rio do Braz em Canasvieiras, Aldírio, destacou-se como radialista, repórter, jornalista, escritor e apresentador de TV. Na TV, criou e apresentou o famoso programa BAR FALA MANÉ.
Em meados da década dos anos 80 como radialista, idealiza uma forma de homenagear, enaltecer o mané manezinho, que tomou proporções de linguajar popular entre nós.
Todos aqueles ou aquelas, que se identificam com a maneira simples de viver os nossos usos, costumes, ajuda mútua e solidariedade dos nativos interioranos da Ilha e do continente, ou ainda, todos aqueles ou aquelas, que para cá vieram e se adaptaram a viver essa identidade de simpatia, esse estado de ser e que, destacam-se perante a comunidade.
Em 1987, elenca os nomes dos manezinhos a serem homenageados e organiza a primeira edição do Troféu Manezinho da Ilha.
Tinha no amigo manezinho e saudoso Francisco Amante, o popular Chico Amante, os préstimos e suporte da organização burocrática dos eventos. Aliás em matéria de organização, Aldírio era muito bom, mas na improvização.
Testemunhos relatam que nas primeiras edições do Troféu, alguns manés elencados por Aldírio, se mostravam reticentes com a homenagem, dado ao sentido pejorativo de outrora do pseudônimo manezinho.
O prestígio de Aldírio nos meios de comunicação, enaltecem a honraria do Troféu, mudam o conceito e o entendimento de ser manezinho.
Nos anos subseqüentes aos dias de hoje  é um prestígio ser escolhido para receber a honraria do Troféu  Manezinho da Ilha.
Num bom sentido, diz o manezinho, Engenheiro Paulo Ricardo Caminha; o Aldírio atirou no que viu e matou o que não viu, referindo-se ao auge de sua projeção com o Troféu Manezinho da Ilha.
Embora sendo o autor intelectual do Troféu e dos agraciados anualmente,  o nosso Mané Mor, cercava-se de uma Confraria que oferecia palpites para os novos a serem escolhidos. Entre outros dessa Confraria, fazia parte o saudoso Chico Amante, o ex-Secretário de Segurança Maurício Amorim o Engenheiro Paulo Ricardo Caminha, o Poeta Luiz Gonzaga Galvão e o bancário Ire Silva.

Registra-se que além do cenários criados para gravações na TV, vários programas itinerantes foram gravados em bares e restaurantes populares no interior da Ilha-SC, São José (Shopping Itaguaçu), Palhoça (Praia do Sonho, Ponta do Papagaio) e outros municípios vizinhos.

Após a morte de Aldírio em 2006, incorporou-se a Confraria,  seu filho Sione Márcio Simões, que organizam a tradição anual do Troféu Manezinho da Ilha.

Guga, o manézinho

A internacionalização do ser manezinho, foi conhecida e difundida, diante da mídea mundial pelo maior tenista brasileiro de todos os tempos.
Gustavo Kürten, o nosso Guga, que no topo do ranking da ATP, chamou para si o título de Manezinho da Ilha. O mundo ficou conhecendo um manezinho impar, que levou sua simplicidade com competência de grande campeão às quadras de tênis do mundo.


Cad. 3 ´ASAJOL - Patrono: Dom Jaime de Barros Câmara
Acadêmico Gilberto J. Macado

Contos que conto
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Texto: Gilberto J. Machado

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