segunda-feira, 18 de agosto de 2014

AS LAGOSTAS DO MAINE

                        AS LAGOSTAS DO MAINE

Um  conto interessante e que desperta curiosidade, considerando que a pesca por aqui  é rara, ou praticamente inexistente nos mares dos arredores da Ilha de Santa Catarina.
Por aqui, também são raros os restaurantes que servem a iguaria, e os que a fazem, compram dos mares do nordeste do Brasil.

Por Erich Muschellack, Engenheiro e empresário, que adotou a Ilha de Santa Catarina para morar        

A história que me contaram lá é mais ou menos assim:


O estado do Maine nos Estados Unidos, é conhecido até hoje pela pesca da
lagosta.
Em uma cidadezinha costeira do Maine chamada Bar Harbor, havia muita lagosta no inicio do século XIX. E naquela época, a lagosta não era valorizada no mercado.
Por ser muito barata e fácil de pescar, serviam lagosta a toda hora para os presos da cadeia local. 
Até o dia em que houve uma revolta dos presos, que não aguentavam mais comer lagosta. 
Foi então, promulgada uma lei proibindo servir lagosta aos presos mais do que 2 vezes por semana, por ser considerado um castigo cruel.

Fui pesquisar, e encontrei uma referencia no "The Lobster Chronicles":
Prior to the nineteenth century, only widows, orphans, and servants ate lobster. And in some parts of New England, serving lobster to prison inmates more than once a week was forbidden by law, as doing so was considered cruel and unusual punishment.

Antes do século XIX, apenas as viúvas, os órfãos, e servos comeu lagosta. E em algumas partes da Nova Inglaterra, que serve lagosta para presidiários mais do que uma vez por semana era proibida por lei, pois isso era considerado um castigo cruel e incomum.

Erich Muschellack tem como hobby, mergulhar nos mares do mundo para observar a vida marinha e os mistérios do fundo do mar. Apenas observar.

Contos que conto
Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º
              -dito popular-                                         
Texto: Gilberto J. Machado
                  -Historiador-





               



AÇORES-PT e SÃO JOSÉ, SC-BR
 louças de barro


Notadamente, a Ilha de São Miguel e a sua Vila Franca do Campo, Ilha Terceira, Ilha de Santa Maria, São José e o seu Caminho da Ponta de Baixo, olarias, oleiros, louças de barro, identidades comuns.





Década dos anos 50-século XX.  VENDEDOR  de louças de barro.
Ilha de São Miguel – Açores


Foto – acervo de Paulo Ricardo Caminha

sábado, 31 de maio de 2014

LAGOA, TAINHAS; LAMA, IBAMA DOS PATOS



Lagoa, tainhas, lama, IBAMA dos patos



Ah,  bons tempos eram aqueles

Que em mantas bem juntinhas e com frio, sentíamos necessidade de dar. E dar a vontade de sentir prazer.. Quanto mais frio é, se sente vontade pra dar, mas dar sem frescura, sem vergonha e sem pudor.

Ah, como somos cobiçadas, gostosas, danadinhas e adoradas.

A viagem é longa, um belo passeio de passagem, sempre aos olhos do namorado, um vigia bem plantado. Que namoro gostoso, para depois ser a presa e comida com prazer.

Ah, bons tempos eram aqueles.

De surpresa se chegava de mansinho e sem avisar, somente  anunciada para pegar. E dai  fazer a festa com vontade de dar e dar com abunda....ância de dar prazer.

Ah, bons tempos eram aqueles



Agora por  traz da mesa

nos regulam a vondade

 e até a liberdade de se dar

 com singela pureza



E então com regras prontas

alteraram nosso passeio

e  a cobiça dos namorados

 que  censura, que afronta



Ufaaa, sou a tainha

 anciosa por prazer

 e se estou dando pouca

 não é por escacez

e sim, sem dar por perder a vez



Apenas por ironia

 me juntei  a burocracia sem ceder

que emperra o prazer



Enquanto isso aqui na praia

 há regras sem piedade

 lá fora dou a vontade

 aos olhos dos mergulhões

 encho as redes de barcos dos tubarões



 Será que é combinado?

Ou dúvidas aqui na praia

Ou  pescador de mal olhado?



Como a onda agora é protesto e greve

 vou entrar nessa marola

 e nem chegar muito perto da orla



E nem vou sair lá da lagoa

 Vou é ficar com aquele gosto de lama

 Para satisfação

 dos patos do IBAMA



gjm-crônica/pasquim

pesca artesanal da tainha no litoral de Santa Catarina

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Abat-jour em cerâmica


Abat-jour obra dos ceramistas odf e gjm. 
Atelie de Osvaldo D. Ferreira - Estreito - Floripa-SC

sábado, 10 de maio de 2014

CASA DA CÂMARA E CADEIA DE SÃO JOSÉ-SC

Casa da Câmara, Casa do Jury  e Cadeia do Município de São José.
1839 - 1854 – 1855 – 1859 - 1949/1950 - 1980

FOTO OFERECIDA POR RICARDO DUARTE

Em 1839, a Câmara de São José, registra altamente reclamos pela fundação da Casa para suas sessões e de Cadeia.
Fonte: Discurso pronunciado na abertura da Assembléa Legislativa da provincia de Santa Catharina na segunda sessão ordinaria da segunda legislatura provincial em 1839 pelo respectivo presidente, o brigadeiro João Carlos Pardal. Cidade do Desterro.

Em 1854, a Câmara de São José apresenta um orçamento muito acima das expectativas de renda de sua receita, com objetivos de desenvolvimento de algumas obras elencadas para o Município, justificando  argumentos de muito contribuir em impostos para a Provincia. Entre essas obras estão nove pontes de reparos e mudanças de estradas, construção da cadeia, casa da Cãmara e Jury, consertos e reedificações de igrejas.
Entretanto, as justificativas foram rebatidas como falsos os argumentos da Câmara pelo Presidente da Província, que demonstrou em gráficos, o déficit anual do Munícípio, sempre suplementado pelos Cofres da Provincia. E mais, classificou o orçamento de anti-social para com os outros Municípios, que ficariam em falta, se liberado fosse a expressão do valor, pelos Cofres da Província.

Fonte: Relatorio do presidente da provincia de Santa Catharina em 19 de abril de 1854. Title page missing. Signed: João José Coutinho

Em 1855, a iniciativa de alguns cidadãos de São José, a cuja frente estava o então Juiz de Direito da 2ª Comarca, Dr. Luiz de Assis Mascarenhas, promoveram no ano passado a subscrição para dar princípio a construção da Cadeia e Casa da Câmara, com efeito hás darão princípio construção dos alicerces.
Em execução do § 8º artigo 3º da Lei nº 381, mande vir do Rio de Janeiro a cantaria para as portas e janelas da cadeia.
Não sendo a obra  a fazer de pouca importância, atenta as forças do Município, acho justo que a Provìncia auxilie esses cidadãos, autorizando essa Presidêncaia a dispôr em tempo oportunio, o que fôr necesário com as grades e mais ferramentas para segurança da cadeia.
Ser-vos-há presente, um projecto remetido pela Câmara de São José para construção da Praça e aforamento de terrenos.


Fonte: Relatorio do presidente da provincia de Santa Catharina em 1.o de março de 1855] Title page missing. Signed: João José Coutinho.

Em 1859, o prédio foi inaugurado e desativada como cadeia em 1949/1950.
A partir de então, o prédio passou  à ser ocupada como sede da Prefeitura Municipal e outros órgãos públicos.
Em 1950, a Cadeia e a Delegacia de Polícia, passam à se estabelecer nos fundos do próprio prédio, adaptado para esses fins, local que até então, servia somente como residência do carcereiro.
Em inícios da década dos anos 80, o local é desativado definitivamente como Cadeia e Delegacia de Polícia.

Em 1999, passa a abrigar as instalações de Casa da Cultura Municipal.
Através do Decreto nº.18.695/2005,  a CASA DA CÂMARA E CADEIA, localizada na Praça Hercílio Luz- Centro Histórico de São José, é tombada como Patrimônio Histórico do município.

Foto oferecidas por RICARDO DUARTE
Contos que conto
Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º
              -dito popular-                                         
Texto: Gilberto J. Machado
                   -Historiador-












quarta-feira, 7 de maio de 2014

sexta-feira, 28 de março de 2014

TRAPICHE DE SÃO JOSÉ



TRAPICHE DE SÃO JOSE-SC

Foto oferecida pelo Historiador Osni Antonio Machado

O trapiche de São José foi concluído em 1859 na gestão do então Presidente da Província de Santa Catarina, Dr. João José Coutinho.
A conclusão se dá com a feitura das escadas para facilitar o embarque e desembarque em ocasiões de marés baixas, observação feita no relatório de 1958, além de reparos e proteção de madeira em resistência aos fortes ventos do sul.

Fonte: Provincial Presidential Reports (1830-1930):
Santa Catarina

A construção do trapiche se dá em 1858 e 1859. O acesso, assenta-se no acrescido de marinha sobre pedras do mar de um terreno frontal a rua Gaspar Neves e a Praça Hercílio Luz. A área,  indica pertencer ao Estado de Santa Catarina, atualmente ocupada pela Praça Arnoldo Souza, ex-prédio da Prefeitura Municipal de São José, hoje ocupações da Cãmara Municipal e um ginásio de esportes municipal.
Esta área, outrora sugere pertencer a um particular e tem assento no registro de Imóveis de São José, adquirida pelo Estado de Santa Catarina.
Sendo de interesse público, merece pesquisa junto a Secretaria de Estado da Administração-Diretoria de Administração Patrimonial, pois lá existe uma certidão de uma área na Rua Gaspar Neves, pertencente ao Estado de Santa Catarina.
Essa área merece pesquisa de localização, podendo ser essa ou não, mesmo assim o
Estado possui uma área na Rua Gaspar Neves.
Por muitos anos, a área direcionada ao trapiche, era utilizada como campo de pelada(bate bola de futebol).
Em 1937/38, a força do futebol varzeano na sede do Município, leva a Prefeitura Municipal a construir um campo de futebol no local, que passa à ser utilizado pelo Ipiranga F.C., fundado em 1938.

Comentário

Há muito em ruínas, o trapiche foi o ponto de carga, descarga e comercio entre a próspera Vila de São José e a cidade de Nossa Senhora do Desterro na Ilha de Santa Catarina.
No aspecto cultural, merece estudos de viabilidade de revitalização ou reconstrução, dentro de novas perspectivas de utilização. Exemplo: o transporte marítimo entre a ilha e o continente.


Contos que conto    
Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º
              -dito popular-                                         
Texto: Gilberto J. Machado
                   Historiador