segunda-feira, 11 de novembro de 2013

ALGUIDAR
                                                    -nas olarias de São José-
CULTURA DE BASE LUSO-AÇORIANA

Vasilhame de barro, mais largo que alto, e cuja boca tem muito maior diâmetro que o fundo, vidrado por dentro e na borda.

         
                                           

Entre outras variedades de louças de barro, produzidas nas olarias de São José,SC-Brasil, o ALGUIDAR constituiá-se na peça de maior serventia da população litorânea do Estado de Santa Catarina.
Aqui, o ALGUIDAR é produzido em 4 tamanhos de diâmetros, que os diferenciam entre si, nomeados por oleiros, assim; alguidar grande 42-47 cm, alguidar do meio 32-37 cm, alguidar pequeno ou machuca 23-28 cm, e ainda o alguidarzinho ou mata fome 15-20 cm.
-O apelido machuca, é porque serve para machucar, socar o feijão.
-O apelido mata-fome, é porque serve para prato de se comer.      
Depois da secagem, vão ao forno para queimar ou biscoitar e voltam ao forno para vidração interna, ou seja, somente por dentro e a borda.
Até inícios da década dos nos 70 do século XX, o ALGUIDAR grande e o ALGUIDAR do meio, eram também, utilizados como lavabos e higiene pessoal, e adaptados em armação de pias residenciais.
O ALGUIDAR GRANDE e o ALGUIDAR do meio, são úteis também na Umbanda.




Significado de Alguidar - Etimologia                      
1.Vaso de barro ou metal, de uso doméstico, em forma de cone truncado invertido.
al.gui.dar

2.Vasilhame de madeira, cerâmica ou metal em forma de cone truncado invertido, que serve normalmente para lavar ou amassar.
Do árabe al-gidar (escudela grande).
Ababa, o mesmo que alguidar
Ababá, o mesmo que alguidar

CONJECTURA

A ocupação árabe-mouros na Península Ibérica, provavelmente, nos tenha deixado um pouco de herança da cerâmica e seus nomes como o ALGUIDAR.

HISTÓRIA
Portugal foi ocupado pelos Mouros até o século XII, alcançando sua indepedência como nação, numa longa guerra étnica e religiosa.
A indepência definitiva na batalha de Ourique em 1.139 e 1.147 na batalha pela tomada de Liboa e por última, a batalha de Albujarrota em 1385, na derrota imposta aos Castelhanos.



Diz-se em Portugal

“Num sistema democrático é absolutamente essencial, sempre que acontece um grande vazamento (que em regra só é grande se for na direcção da pobreza), a intervenção dos chamados "homens do alguidar": aqueles homens (ou mulheres) que, gerados na e pela "cultura central" da sociedade, procuram a todo o custo evitar que a água escorrente da tina se encaminhe para algum reservatório alternativo, lateral, do sistema, ou simplesmente que se espalhe de forma desordenada pelo chão”. 
 DicionárioInformal.com.br

Contos que conto
Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º
              -dito popular-                                         
Texto: Gilberto J. Machado
                  -Historiador-




quarta-feira, 6 de novembro de 2013

C A N O A

 Ilha de santa Catarina – Brasil


Com quantos paus se faz uma canoa?
Ou
Vou te mostrar com quantos paus se faz uma canoa!!!

Este modo de falar, é coisa de mané. E se fala no lado insular e no lado continental da Ilha de Santa Catarina-Brasil.
Frases que alguém mané, ou não, já escutou, já ouviu falar, ou já falou.
Se você ainda não sabe, não ouviu, não falou, pois saiba que, aqui na Ilha de Santa Catarina e no lado continental, CANOA se faz com um só pau, ou de um pau só. De pau caído ou derrubado. Tombado está o pau.

E QUE PAU É ESSE?
O tronco do garapuvu

Pesquisa gjm; árvore de 20 a 30 metros de altura, 60 a 80 centímetros de diâmetro na altura do peito, notável pela sua velocidade de crescimento que pode atingir 3 metros por ano. Entre outros nomes que tem, aqui na Ilha e no continente, os mais chamados são. Guarapuvu, garapuvu, garapivu, pataqueira, pau-de-vintém e pau-de- tamanco.
Flores grandes, forma vistosas copas amarelas. Tronco elegante, majestoso, reto, alto e cilíndrico, casca quase lisa, de cor cinzenta muito característica. Floresce durante os meses de outubro, novembro e dezembro. Nativa das Américas Central e do Sul,  no Brasil ocorre da Bahia a Santa Catarina nas encostas da mata atlântica.
É a árvore símbolo de Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina, com registro em arquivo público desde1992. Tombamento.
Google-Mini dicionário tupi guarani
Guarapuvu: de canoa que brota do chão.
Igarapé: de caminho da canoa.
Igararetés-Igaras: Troncos de arvores.
Igarité: de canoa de vulto.

CANOA – embarcação de pequeno porte, leve, marítima ou fluvial, constituída de proa aguçada e popa tipo escaler, impelida à remo, vela ou motor.


Na Ilha de Santa Catarina, esse formato de CANOA de um pau só, ou de um só pau e bem entalhada, desenvolve-se a partir do século XVIII com a chegada dos colonizadores luso-açorianos, levados a adaptação de usos e costumes dos nativos índios carijós.
Entre esses usos e costumes, o açoriano adaptou-se  e encontrou na pesca artesanal, meios de sobrevivência, levados pela necessidade e a abundância de peixes no mar e baias da Ilha e do lado continental.
Essa CANOA melhor entalhada como embarcação de pesca, está aliada à essa adaptação do colonizador luso-açoriano, atribuídos aos seus conhecimento e uso de novas ferramentas.
Surgem os CANOEIROS, homens que fazem canoas do tronco do garapauvu,. Canoas que brotam do chão, escavada e entalhadas com enchós reta e goiva, até o formato ideal da CANOA. Geralmente, esses homens tinham ofício na carpintaria, enquanto outros pela observação, a curiosidade os levava ao aprendizado fazer.
O garapuvu de frondosa copa amarela, origina o tronco em 4 colorações; amarelo e vermelho, os mais fortes, segundo os CANOEIROS e rajado tipo cedro e o branco.
A princípio, a árvore à ser derrubada, era escolhida a distância pela sua imponência na mata. Derrubada à machado, o tronco é arrastado ao local adequado de trabalho do CANOEIRO, que faz o desbaste e a iniciação da escavação, também a machado.






É dito por CANOEIROS e pesccadores, que uma CANOA, tem que ter no mínimo 5 metros ou mais de comprimento. Abaixo dos 5 metros a embarcação é chamada de BATELÃO. Eu concordo, já fui pescador e com CANOA.de garapuvu.

A CANOA, possui o piri-pau para vela e espera dos bancos, fixos e do próprio pau. Complementos de madeira: bancos, acabamentos de proa e popa, paneiro, quilha e filetes de bordas alongadas de proa a popa, podendo ser dotada de leme com ferragens.
Troncos do garapuvu, acima de 6 metros de comprimento, CANOIROS criaram as famosas CANOAS bordadas, assim chamadas. Nesta transformação, são abertas no centro do fundo em toda a sua extensão e recebe complemento de madeira.




A CANOA bordada se constitui numa embarcação de maior porte, geralmente possuindo 2 piri-paus e espera para bancos, fixos e do próprio tronco. Complementos de madeira; bordas largas e alongadas de proa a popa, bancos, acabamentos de proa e popa, paneiro, quilha, toleteiras, leme com ferragens e guia do leme.Essa CANOA é apropriada para pesca de redes de cerco ou volta.
Desde então, a CANOA se constitui na adaptação luso-açoriana na pesca artesanal nas baias norte e sul, do lado insular e lado continental.
Constituiu-se ainda, em meio de transporte de mercadorias e de pessoas, entre a Ilha de Santa Catarina e o lado do continente, até a inauguração da Ponte Hercílio Luz em 1926.
As maiores concentrações de canoas em dias de pesca, se dava na baia sul, na safra do camarão do corso e na praia e cais do Mercado Público de Florianópolis, na travessia ilha/continente e vice-versa.
Em 31/12/69 e 01/01/70, registra-se uma das maiores safras, abundância de camarão do corso, em frente a praia do Tomé na Barra do Aririú-Palhoça/SC. Mais de 220 canoas de garapuvu foram contadas. Uma das canoas da Barra, com dois pescadores e duas boas tarrafas/nylon de 23 palmos com carapuça/bucho, num só dia, pescaram 118 kg de camarão.
No Caminho dos Açores em Santo Antonio de Lisboa na Ilha de Santa Catarina, está preservada uma canoa de garapuvu do século XIX, de propriedade exposta do Restaurante Samburá.



ALGUNS CANOEIROS
IN MEMÓRy

Nicanor Martins de Samaqui-Ilha de SC. Fez sua última canoa com 92 anos. Viveu 100 anos.
Manoel Juvêncio de Costeira do Pirajubaé. Construía canoas em baixo de uma figueira entre as estradas de Saco dos Limões e a Costeira.
Paterniano Ernesto Alves, o conhecido Sr. Terninho da Barra do Aririu - Palhoça
Senhor Serafim, Barra do Aririú-Palhoça-SC
Em atividade: Rudinei Alves, filho do Sr. Terninho, aprendeu com o pai

Glossário

Toleteira - sf (fr tolletière) Náut Pequena elevação, na borda dos barcos, em que se introduzem os toletes para argolas de B remos de volga.

Paneiro – tipo de banco de madeira em formato de encaixe da popa canoa

Piripau – na canoa, peça de fundo, feito do mesmo pau para encaixe do mastro da vela

Carapuça ou bucho na tarrafa – é um tipo capuz, aplicado no olho da tarrafa, formando uma presa para o camarão na pesca em águas profundas. É feita com malhas crescentes no meio, formando um saco. Suas malhas iniciais são para fixação da fieira e na outra extremidade com malhas reduzidas em conformidade com as malhas do olho da tarrafa.

Fotos-imagens Google
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Contos que conto
Quem conta um conto, aumenta um ponto  .  º
              -dito popular-                                         
Texto: Gilberto J. Machado
                   Historiador






domingo, 13 de outubro de 2013

CALENDÁRIO GREGORIANO

S A B E R

CALENDÁRIO GREGORIANO
No século 15, o calendário juliano estava atrasado em aproximadamente uma semana em relação ao calendário solar (cuja marcação é baseada nos movimentos do Sol) - então a primavera no Hemisfério Norte caía por volta de 12 de março ao invés do dia 21.
O calendário gregoriano é um calendário de origem europeia, utilizado oficialmente pela maioria dos países. Foi promulgado pelo Papa Gregório XIII 1 (1502-1585) em 24 de Fevereiro do ano 1582 em substituição do calendário juliano implantado pelo líder romano Júlio César (100 a.C.- 44 a.C.) em 46 a.C. 2 .

 A Igreja Católica decidiu que uma reforma era necessária, e chamou astrônomos para propor alterações no calendário oficial. No Concílio de Trento, em 1545, foi dada autorização para a reforma fosse feita - e após anos de cálculos e discussões, o papa Gregório 13 ordenou que o dia 4 de outubro de 1582 fosse o último do calendário juliano. O dia seguinte seria uma sexta-feira, 15 de outubro: 10 dias foram omitidos.
Para que houvesse precisão a longo prazo, foi adotada uma fórmula sugerida pelo cronologista do Vaticano Aloysius Giglio, segundo a qual a cada quatro anos ocorre um ano bissexto a não ser que o ano represente a virada de um século (como 1700 ou 1800). Os anos seculares só são considerados bissextos se forem divisíveis por 400 (como 1600 e 2000). Essa regra eliminava três anos bissextos em quatro séculos, tornando o calendário suficientemente preciso. Assim, o atraso de três dias em cada 400 anos observado no calendário juliano desaparecia.
Boatos de que houve protestos contra a adoção do calendário gregoriano - sob gritos de "deem nossos 11 dias de volta!" - são mencionados em alguns livros de história, porém não há confirmação de que tenham mesmo ocorrido. A reforma gregoriana não foi adotada no Ocidente de maneira imeditada. Apesar de muitos países católicos terem adotado o novo calendário papal logo em 1582, os príncipes protestantes da Europa preferiram ignorar a bula e continuaram a utilizar o calendário juliano. Apenas em 1700 a Alemanha e os Países Baixos passaram a usar o novo calendário. No Reino Unido e suas colônias, a mudança só aconteceu em 1752.
Apesar da larga adoção atual do calendário gregoriano, ainda há falhas: mesmo com a regra revisada sobre anos bissextos, um ano no calendário gregoriano tem aproximadamente 26 segundos a mais que o período orbital da Terra. Essa discrepância, porém, só significa um dia a mais a cada 3,323 anos.
1.582>>>3.323 .....04 de outubro de 2013-10-04, já se passaram 431 anos. 
 outubro de 2013-10-04, já se passaram 431 anos. 
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Texto: Gilberto J. Machado
                   Historiador
1.582>>>3.323 .....04 de outubro de 2013-10-04, já se passaram 431 anos. 
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 A Igreja Católica decidiu que uma reforma era necessária, e chamou astrônomos para propor alterações no calendário oficial. No Concílio de Trento, em 1545, foi dada autorização para a reforma fosse feita - e após anos de cálculos e discussões, o papa Gregório 13 ordenou que o dia 4 de outubro de 1582 fosse o último do calendário juliano. O dia seguinte seria uma sexta-feira, 15 de outubro: 10 dias foram omitidos.
Para que houvesse precisão a longo prazo, foi adotada uma fórmula sugerida pelo cronologista do Vaticano Aloysius Giglio, segundo a qual a cada quatro anos ocorre um ano bissexto a não ser que o ano represente a virada de um século (como 1700 ou 1800). Os anos seculares só são considerados bissextos se forem divisíveis por 400 (como 1600 e 2000). Essa regra eliminava três anos bissextos em quatro séculos, tornando o calendário suficientemente preciso. Assim, o atraso de três dias em cada 400 anos observado no calendário juliano desaparecia.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

DAS MÃOS BROTA ARTE


QUANDO DAS MÃOS BROTA ARTE

 oleiro Gilberto J. Machado


A cerâmica modelada de forma rudimentar  nas rodas de oleiro ou em tornos elétricos, inegavelmente, são práticas  que fascinam, afloram criatividades, que revelam talentos artesanais em peças de arte, alem de proporcionar a mente humana, terapias ocupacionais, reconhecidamente de equilíbrios emocionais.
O barro depois de sovado pelo oleiro em forma de pilôr(bolas),  é batido para fixação na cabeça da roda. Em seguida, com a roda grande em movimento por tração pessoal(movimento de impulsão com os pés), o oleiro dá início a sua criação.
De fundamental importância, molhar as mãos no caco d’agua,  a base de goma(lama ou barbotina) do próprio barro.
O passo a seguir, é lubrificar o pilôr de forma à acariciá-lo, deixando-o brilhante pela molhadura, apertar, facilitando assim  a centralização de eixo, com gestos  das mãos de muita praticidade agregada.
A introdução dos dedos polegar direito em sintonia  com esquerdo no pilôr, produz um orifício central, seguindo-se a ação de todos os outros dedos, por dentro e por fora, que se alarga, abaixa e levanta a argila(barro) em forma de tubo.
A partir de então, o barro cria vida, um fascínio de se assistir, que o faceiro oleiro manuseia nas mais diversas formas, transformando sua criatividade de acordo com os seus desejos.
Um espetáculo aos olhos de quem vê, até a conclusão da peça, provocando gestos expontâneos de aplausos.
Com um fio de arame ou nylon esticado, faz-se o corte, o desprendimento da cabeça da roda. Dependendo do modelo da peça, com as mãos espalmadas ou com a utilização dos ante-braços, retira-se a peça da cabeça da roda.
feitio da moringa
abat-jour

moringa concluida
ânfora
                                                                                          

peças de ALQUEIRE
mesa tipo pedestal com vaso
                                                                                        

moringa


pagode chines
                                 cantil com alça de corda
                          P
Dentre as peças mais elegantes produzidas pelo oleiro, destaca-se a bilha ou moringa, que requer detalhes apurados de simetria do modelo do bojo, feitio e acabamento com borda virada do gargalo.

Glossário
 Alqueire – Antigos recipientes usados para medir mecadorias (aproximadamente 9 litros).
Atualmente é empregado para designar medidas agrárias para se determinar glebas de terra, como o alqueire paulista de 24.200m2, o mineiro de 48.400m2 ou o do Norte do Brasil de 27.225m2.


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Texto: Gilberto J. Machado
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O FRADE CENSURADO

SÁO JOSÉ,SC-brasil
O Caminho da Ponta de Baixo dos oleiros e das olarias

O Frade censurado?
ou
será o Zeferino?

Uma história cômica, hilariante ou cheia de pudor para àquela época.
Em 1929, o Mestre das esculturas zôo e antropomorfos, Zeferino Cândido de Melo, cria a figura de um certo FRADE, que chamaria a atenção da Cidade, das Autoridades, em especial com o povo freqüentador do Mercado Público de Florianópolis.
A figurativa escultura, trás consigo vestimenta a rigor, traços e trejeitos normais do personagem de uma ordem religiosa.
Porém, o inusitado, a coisa medonha, escandalosa para uns, exuberante, esplendoroso e vigoroso para outros, surgia para fora da batina.
O FRADE agasalha por baixo da batina o seu pênis com todos os atributos saudáveis. Basta para isso, puxar o cordão cinturado da vestimenta.
As vendas eram feitas à boca de siri, como diz o manezinho ou conversa de pé de ouvido e o FRADE estava na mão.
Quando o Zeferino não estava presente, as vendas eram feitas na banca do Senhor Valdemar, ali mesmo no cais, local das feiras das louças de barro.
Muito procurado, o FRADE virou farra, brincadeira entre amigos, que se presenteavam.





                                                                                                                                  

Naquele dezembro de 1929, numa festinha de amigo invisível no Palácio Cruz e Souza, um funcionário presenteou o outro com um desses FRADES.
 Ao abrir o pacote, observou a figura e puxou o cordão cinturado. Escândalos  para uns e farra de outros. As mulheres presentes, fechavam os olhos cobrindo-os com as mãos, outras fingiam com os dedos entre abertos. O momento tornou-se apreciável, mas cheio de restrições, de vergonha e chegou aos ouvidos dos Escalões Superiores.
Alguns dias depois, vozes Palacianas chegavam ao Mercado Público, para evidenciar o autor da figura e proibir e censurar as vendas.
Descobriu-se então, que era o Mestre escultor Zeferino de São José. E daí? O que aconteceu?
Tudo como dantes no quartel de Abrantes, ou seja, na conversa de pé de ouvido, assi:.tens ai, um daquele religioso?.. sim,sim, então me vende e embrulha bem, que é para presente.
Aqui entre nós, à boca de siri, será que era mesmo para presente, ou para uso da exuberância?

Cá pra nós, nos tempos de hoje, a venda desse FRADE , será que não provocaria uma reunião educativa do Colegiado de Saúde Pública.
 Assunto em pauta, preservativos sexuais, em especial  a aplicação, o encaixe para o uso de camisinhas.

Ao elaborar este texto, tive o prazer de entrevistar Ademar Zeferino de Melo, filho de Zeferino Cândido de Melo, personagem  criador desta história. Ele mesmo, comercializou suas esculturas e louças de barro de 1918 à 1958, no Mercado Público de Florianópolis
A esculturação  destes FRADES, são de autoria do Mestre escultor Ademar Zeferino de Melo,1924, em plena atividade.
São José, novembro de 2007.

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Texto: Gilberto J. Machado
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