ALAMBIQUE
& CAPACETE
DESTILADOR
CAPACETE
& ALAMBIQUE
louças de barro utilitária, olarias de
São José-SC/BR
Mestre José Francelino de Souza, sua roda de oleiro e sua obra
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Feito por
oleiros nas olarias de São José-SC, o chamado capacete é um recipiente de
barro, tipo um copo emborcado, braço em formato de cano alongado. Na verdade,
um destilador, alambique.
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Utilizado nos
engenhos de cana-de-açúcar para lambicar a cachaça, destilada da fervura da
garapa ou melado da própria cana.
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A famosa água
ardente, aguardente da cana-de- açúcar.
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Relatos
históricos, apontam que a cana-de-açúcar, chega ao Brasil em 1532 na Expedição
de Martin Afonso de Souza.
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No mesmo ano,
há relatos do surgimento do vinho de cana-de-açúcar na Capitania de São
Vicente.
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Por analogia,
no alambique (destilador), capacete é a peça côncava, que encaixa no batoque (caldeira),
onde se acumula o vapor.
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Observado
na posição inversa, o capacete de barro, produzidos pelos oleiros de São
José-SC, assemelha-se ao formato de um cachimbo alongado.
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O braço do
capacete é complementado por encaixe de um cano de cobre ou alumínio, que forma
a serpentina(condensador) sobre água fria corrente, tendo como resultado, o
lambicador. A vedação dos encaixes sobre o batoque e o braço na serpentina, se
dá, com pirão molinho da farinha de mandioca.
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A apuração
final é o líquido do líquido colocado na caldeira, sob nova fórmula. (cachaça)
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Utiliza-se
a garapa ou o melado da cana-de-açúcar no batoque aquecido pelo fogo de lenha.
O controle do fogo, requer do CACHACEIRO, muita praticidade experimento para
manter a temperatura ideal na obtenção de uma cachaça de boa qualidade.
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Na
linguagem dos CACHACEIROS, o processo de lambicagem é classificado pela cabeça,
corpo e calda da cachaça, ou seja: as
primeiras lambicagens é a cabeça, contém impurezas, extremamente de sabor
forte, não aconselhável ao consumo.
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A seguir,
vem a lambicagem do corpo, aguardente de boa qualidade e de sabor de consumo.
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A calda é
a lambicagem final, que contém muita água, água fraca, assim chamada, sem sabor
para consumo.
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O modelo
de capacete exibido, trata-se da última relíquia dessa natureza, produzida
artesanalmente em 2007 pelo saudoso oleiro José Francelino de Souza (Mestre
Zéquinha), na roda de oleiro de tração pessoal.
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Por se
tratar de uma peça especial, precisão e de grande porte, poucos oleiros sabiam
fazer, não aceitavam a encomenda.
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O capacete
em referência, foi feito para substituir um outro de barro, em uso há 76 anos,
num alambique de Paulo Lopes, município da Região da Grande Florianópolis-SC.
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Os muitos
alambiques em uso e fabricados desde meados do século XX, são de cobre,
produzidos de forma industrial.
GLOSSÁRIO
Batoque –
nome que se dá a peça interna do gargalo de encaixe do destilador.
maneoleiro.blogspot.com
Oleiro Gilberto
João Machado
Cad. 3 – ASAJOL
– Patrono: Dom Jaime de Barros Câmara
Academia São
José de Letras
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